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Série Relações Diplomáticas - Brasil/França


SOBRE OS SELOS

A emissão postal é composta por quatro selos. Cada um deles apresenta o retrato de um artista conhecido como um dos pilares da Missão Artística Francesa no Brasil: Joachim Lebreton – líder da Missão Francesa; Grandjean de Montigny – arquiteto; Nicolas-Antoine Taunay – pintor de paisagens e Jean Baptiste Debret – pintor histórico. Ao lado dos artistas, está representado o assunto relativo ao trabalho em que cada um se destacou. Junto a imagem de Lebreton, uma representação da viagem da França ao Brasil, com o contorno dos dois países em destaque nas cores de suas bandeiras. No selo de Montigny, o primeiro prédio que abrigou a Academia Imperial, e o detalhe de uma coluna com o capitel da ordem jônica. Taunay, o pintor das paisagens brasileiras, aparece junto à representação da Cascatinha Taunay, na Floresta da Tijuca. Jean Baptiste Debret, finaliza a quadra de selos com uma composição mostrando parte de casarios com produtos à venda e negras vendedoras na rua. As cores das bandeiras dos dois países aparecem em alegorias nas artes, destacando desta forma, as relações diplomáticas entre Brasil e França. A técnica escolhida para a arte dos selos foi a aguada de nanquim para os retratos, e a aquarela para as cenas ao lado dos homenageados.

ABOUT THE STAMPS

The postal emission consists of four stamps. Each one of them features the portrait of an artist known as a pillar of the French Artistic Mission in Brazil:Joachim Lebreton - leader of the French Mission; Grandjean de Montigny- architect; Nicolas Antoine Taunay - landscape painter, and Jean-BaptisteDebret - historical painter. Besides the artists, it represents the work in whicheach stood out. With the image of Lebreton, a representation of the journey from France to Brazil, with the outline of two prominent countries in the colors of their flags. In the Montigny stamp, the first building that housed the Imperial Academy, and the detail of a column capital of Ionic order. Taunay, the painter of Brazilian landscapes, appears next to the representation of the Taunay Waterfall in the Tijuca Forest. Jean Baptiste Debret, ends the block of stamps with a composition showing part of hamlets with products for sale and black vendors in the street. The colors of the flags of the two countries appear in allegories in the arts, thus highlighting diplomatic relations between Brazil and France. The chosen technique for the portrets was water ink, and watercolor was used on the scenes next to the honorees.


AU SUJET DES TIMBRES

Le tirage postal est composé de quatre timbres. Chacun d’entre-eux présente le portrait d’un artiste reconnu comme un des piliers de la Mission Artistique Française au Brésil: Joachim Lebreton – responsable de la Mission Française; Grandjean de Montigny - architecte; Nicolas-Antoine Taunay - peintre paysagiste et Jean Baptiste Debret - peintre historique. A côté des artistes, on trouve une scène représentant le domaine dans lequel chacun s’est illustré. Associée à l’image de Lebreton, une représentation du voyage entre la France et le Brésil, avec les contours des deux pays mis en évidence sur les couleurs de leurs drapeaux. Sur le timbre de Montigny, le premier bâtiment ayant hébergé l’Académie impériale, et le détail d’une colonne surmontée d’un chapiteau de l’ordre ionique. Taunay, le peintre des paysages brésiliens, apparaît avec la représentation de la Cascatinha Taunay, dans la forêt de Tijuca. Jean Baptiste Debret, conclut la série de timbres avec une composition montrant un hameau avec des vendeuses noires et des produits en vente dans la rue. Les couleurs des drapeaux des deux pays apparaissent allégoriquement dans les créations, mettant en valeur de ce fait les relations diplomatiques entre le Brésil et la France. La technique choisie pour la création des timbres a été l’encre de Chine pour les portraits et l’aquarelle pour les scènes associées aux personnalités honorées.


DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 3

Arte: Dalila Santos

Processo de Impressão: ofsete

Folha com 24 selos

Papel: cuchê gomado

Valor facial: R$ 3,55 cada selo

Tiragem: 480.000 selos

Área de desenho: 44mm x 26mm

Dimensão do selo: 44mm x 26mm

Picotagem: 11 x 11,5

Data de emissão: 26/03/2016

Local de lançamento: Rio de Janeiro/RJ

Peça filatélica: Envelope de 1º Dia de Circulação

Impressão: Casa da Moeda do Brasil

Versão: Departamento de Gestão Cultural/Correios

Código de comercialização: 852012080


Stamp issue n. 3

Art: Dalila Santos

Print system: offset

Sheet: 24 stamps

Paper: gummed chalky paper

Face value: R$ 3.55 each stamp

Issue: 480.000 miniature sheet

Design area: 44mm x 26mm

Stamp dimension: 44mm x 26mm

Perforation: 11 x 11.5

Date of issue: March 26th, 2016

Place of issue: Rio de Janeiro/RJ

Philatelic item: FDC

Printing: Brazilian Mint

English version: Department of Cultural Management/Correios Brasil.

Code: 852012080


Document philatélique nº 3

Conception: Dalila Santos

Impression: offset

Planche: 24 stamps

Papier: couché gommé

Valeur faciale: R$ 3,55 chaque timbre

Tirage: 480 000 timbres

Dimension du déssin: 44mm x 26mm

Dimension du timbre: 44mm x 26mm

Picotage: 11 x 11,5

Date d'émission: le 26 mars, 2016

Lieu d'émission: Rio de Janeiro/RJ

Pièce philatélique: Enveloppe premier jour

Imprimeur: Atelier de la Monnaie du Brésil

Version en Français: Ambassade de France au Brésil.

Code: 852012080


200 anos da Missão Artística Francesa ao Brasil

A queda de Napoleão proporcionou a retomada dos laços culturais entre a França e Portugal. A convite da Corte Portuguesa, aporta no Rio de Janeiro, em 26 de março de 1816, a Missão Artística Francesa, liderada por Joachim Lebreton (1760-1819), ex secretário do Institut de France. Acompanham-no o pintor Debret (1768-1848), o paisagista Nicolas Antoine Taunay (1755-1830), o arquiteto Grandjean de Montigny (1776-1850) e outros artistas. O objetivo daMissão era fundar a primeira Academia de Artes no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. O grupo revolucionaria as artes na corte tropical do Rio de Janeiro, beneficiando- se do desejo da coroa de desenvolver as Artes e Ofícios na América, onde agora vivia a Família Real e parte expressiva da nobreza portuguesa. A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios é criada por decreto no dia 12 de agosto de 1816, mas efetivamente é inaugurada em 5 de novembro de 1826, como Academia Imperial e Escola de Belas Artes. Nesse interim, Joachim Lebreton estabelece os princípios e diretrizes para o funcionamento da futura Academia Imperial, porém falece em 1819, sem ver sua implantação. Os demais artistas franceses realizaram trabalhos para a corte portuguesa, dentre os quais a organização dos cerimoniais da chegada da Princesa Leopoldina, em 1817, aclamação de D. João VI, em 1818 e a coroação de D. Pedro I, em 1822. Destacam-se no grupo os trabalhos do arquiteto Grandjean de Montigny, responsável por vários projetos e obras públicas como o edifício da Academia Imperial de Belas Artes e o prédio da Alfândega (atual Casa França-Brasil), e do pintor Jean-Baptiste Debret, organizador da primeira exposição de arte no Brasil (1829). Debret fez vários retratos da família real, aquarelas e desenhos sobre o cotidiano da cidade, reproduzindo as atividades dos escravos, dos grupos indígenas e, também, sobre os fatos da vida da Corte. Permaneceu no Brasil por quinze anos. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o livro “ Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil,” publicado em três volumes, com um total de 150 ilustrações onde Debret retrata e descreve a sociedade brasileira no início do século XIX. Sua obra é, ainda hoje, referência para estudos sobre o Brasil dessa época. Historicamente, os franceses foram os fundadores do ensino formal da arte acadêmica como estilo no Brasil, uma arte cultivada pelo estado e organizada dentro de linhas metodológicas rígidas, com temáticas próprias, modelos formais, exames de aptidão e sistema de premiações. A atuação dos franceses também contribuiu para melhorar o status do artista, assumindo uma postura de cidadãos livres, profissionais, numa sociedade em vias de laicização. Sua influência se estende às noções de saneamento e higiene que trouxeram e que iriam aplicar na construção dos edifícios e modificar o urbanismo das cidades brasileiras, transformando o modo de viver no Brasil Colônia. Com essa emissão, os Correios do Brasil, por meio da Filatelia, destaca importante fato histórico para o desenvolvimento cultural brasileiro, homenageando a contribuição francesa para esse episódio, ao tempo em que ressalta os laços de amizade e de cooperação que sempre permearam as boas relações entre Brasil e França.


200 Years of French Artistic Mission in Brazil

The fall of Napoleon provided the resumption of cultural ties between France and Portugal. At the invitation of the Portuguese court, the French Artistic Mission, a group of artists from France, docked in Rio de Janeiro on March 26th 1816, led by Joachim Lebreton (1760-1819), the former Secretary of the Institut de France. He was accompanied by the painter Debret (1768-1848), the landscape architect Nicolas Antoine Taunay (1755-1830), the architect Grandjean de Montigny (1776-1850) and other artists. The goal of the mission was to establish the first Art Academy in the United Kingdom of Portugal, Brazil and the Algarve. The group would revolutionize the arts at the tropical Court of Rio de Janeiro, taking advantage of the Crown’s desire to develop the arts and crafts in America, where the Royal family and an expressive part of the Portuguese nobility lived. The Royal School of Sciences, arts and crafts was created by Decree on August 12th 1816, but was effectively inaugurated on November 5th 1826, as the Imperial Academy and School of fine arts. In the meantime, Joachim Lebreton laid down the principles and guidelines for the operation of the future Imperial Academy, but passed away in 1819 without seeing its implementation. The other French artists performed work for the Portuguese court, including the organization of the ceremonial arrival of Princess Leopoldina in 1817, the acclamation of D. João VI in 1818 and the crowning D. Pedro I in 1822. Within the group it is distinguished the work of architect Grandjean de Montigny, responsible for various projects and public works such as the building of the Imperial Academy of Fine Arts and the Customs building (France-Brazil House, nowadays), and painter Jean Baptiste Debret, organizer of the first art exhibition in Brazil (1829). Debret painted several portraits of the royal family, watercolors and drawings about the life of the city, replicating the activities of slaves, indigenous groups and also of facts regarding the Court’s life. He remained in Brazil for fifteen years. One of his best known works is the book “Picturesque and Historical Voyage to Brazil,” published in three volumes with a total of 150 illustrations where Debret depicts and describes the Brazilian society in the early 19th century. His work is, still today, a reference for studies about Brazil that time. Historically, the French were the founders of the formal teaching of academic art as a style in Brazil, an art cultivated by the state and organized within strict methodological lines with their own themes, formal models, aptitude tests and awards system. The performance of the French also contributed to improving the status of the artist, assuming an attitude of free citizens, professionals, in a society en route to secularism. Its influence extends to sanitation and hygiene notions that would apply in the construction of buildings and modify urbanism of Brazilian cities, transforming the way of life in colonial Brazil. With this issue, the Brazilian Post, through Philately, highlights an important historical event for the Brazilian cultural development, honoring the French contribution for this episode, emphasizing the friendship and cooperation that has always permeated the good relations between Brazil and France.


200 ans de la Mission Artistique Française au Brésil

La chute de Napoléon a favorisé la reprise des liens culturels entre la France et le Portugal. A l’invitation de la Cour portugaise, la Mission Artistique Française arrive à Rio de Janeiro le 26 mars 1816. Le groupe d’artistes venus de France est dirigé par Joachim Lebreton (1760-1819), ancien sécrétaire de l’Institut de France. Il est accompagné par le peintre Jean-Baptiste Debret (1768-1848), le paysagiste Nicolas Antoine Taunay (1755-1830), l’architecte Grandjean de Montigny (1776-1850) et autres artistes. La Mission avait comme objectif la création de la première Académie d’Art au Royaume-Uni du Portugal, Brésil et Algarves. Avec l’appui de la couronne qui souhaitait développer les Arts et Métiers en Amérique, où vivait désormais la Famille Royale et une partie significative de la noblesse portugaise, le groupe devait révolutionner les arts à la cour tropicale de Rio de Janeiro. L’Ecole Royale des Sciences, Arts et Métiers fut créée par Décret le 12 août 1816 mais ne fut effectivement inaugurée que le 5 novembre 1826, en tant qu’Académie Impériale et Ecole des Beaux-Arts. Durant cette période, Joachim Lebreton établit les principes et les lignes directrices du fonctionnement de la future Académie Impériale. Il décède cependant en 1819, sans en voir la mise en oeuvre. Les autres artistes français furent chargés de commandes par la cour portugaise, parmi lesquelles l’organisation des cérémonies d’arrivée de la Princesse Leopoldina, en 1817, l’acclamation de Don João VI, en 1818 et le couronnement de Don Pedro I, en 1822. On peut distinguer, dans ce groupe, les travaux de l’architecte Grandjean de Montigny, responsable de plusieurs projets et oeuvres publiques comme l’édifice de l’Académie Impériale des Beaux-Arts et celui de la Douane (actuellement la Casa França-Brasil), et également les travaux du peintre Jean-Baptiste Debret, organisateur de la première exposition d’art au Brésil (1829). Debret fit plusieurs portraits de la famille royale, aquarelles et dessins sur le quotidien de la ville, s’intéressant aux activités des esclaves, des groupes indigènes et à la vie de la Cour. Il est resté au Brésil pendant quinze ans. L’une de ses oeuvres les plus connues est le livre « Voyage Pittoresque et Historique au Brésil », publié en trois volumes, avec un total de 150 illustrations dans lesquelles Debret représente et décrit la société brésilienne du début du XIXème siècle. Son oeuvre est, encore aujourd’hui, une référence pour les études concernant le Brésil de cette époque. Historiquement, les français ont été les fondateurs de l’enseignement formel de l’art académique en tant que style au Brésil, un art favorisé par l’Etat et organisé selon des moyens méthodologiques stricts, avec des thématiques spécifiques, des modèles formels, des examens d’aptitude et un système de distinctions. L’action des français a également contribué à renforcer le statut des artistes, en leur permettant d’acquérir un statut de citoyens libres, professionnels, dans une société en cours de laïcisation. Leur influence s'est étendue aux domaines de l’assainissement et de l’hygiène, qu’ils ont appliqués à la construction des bâtiments. Elle a modifié l’urbanisme des villes brésiliennes, en transformant la façon de vivre du Brésil colonial. Avec l’émission de ce timbre, les Correios do Brasil mettent en lumière un important fait historique pour le développement culturel brésilien, et, par le biais de la philatélie, souhaitent rendre hommage à la contribution qu’a eue la France à cette occasion. Dans le même temps, l’émission de ce timbre souligne les liens d’amitié et de coopération qui ont toujours marqué les bonnes relations entre le Brésil et la France.

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