Reunião Grupo de Estudos de História Postal

No ultimo sábado 12 de novembro de 2016, tivemos o nosso encontro informal na SPP, recheado de debates muito produtivos. Iniciamos com a surpresa prometida: os Grupos ganharam de presente um microscópio científico do Sr. Cláudio Neumann.


Como forma mínima de homenageá-lo, conferimos ao Sr. Neumann um “certificado de agradecimento”.


Posteriormente, passamos a uma palestra do Reinaldo Jacob sobre “História Postal”. Ele nos enviará os slides de sua apresentação, em que consta, inclusive, um ótimo conceito de história postal elaborado por ele mesmo.


Contudo, como estávamos com três jurados presentes (Sérgio Marques, William Chen e o próprio Reinaldo Jacob), virou um grande debate de como classificar uma coleção como História Postal e como diferenciá-la das coleções Tradicionais e Temáticas. Foram dados e estudados muitos exemplos nebulosos.


Analisamos as peças a serem usadas e que o importante é a coleção de história postal ter começo, meio e fim, passando por elementos filatélicos como agências postais, cartas sociais, cartas catapultadas. Só utilizar envelope não significa nada. Destacou-se que é algo muito vasto e é preciso definir períodos.


Importante debate do dia: o porte é elemento suplementar, mas não o definidor de uma coleção de história postal. Há muitos outros elementos que classificam uma coleção como de história postal. O Jacob mostrou exemplos de coleção que, em diversas folhas, nem tinham os portes nas peças. No entanto, utilizando porte em envelopes postais como foco de apresentação será história postal. Podemos ter uma coleção de história postal apenas tratando de porte.


O Jacob levantou um ponto muito interessante: não existe história postal de selos comemorativos.


História postal não analisa a história pura (aí seria temática), mas a relacionada a porte e outros elementos, como agências, obliterações, marcas postais etc. (o conceito do Jacob que está na apresentação de slides elucidará muito isso.

O uso de peças não enquadra necessariamente uma coleção como história postal. Coleções tradicionais podem utilizar peças como ilustração, o que conta muitos pontos em exposições. Além disso, mesmo que não seja em exposição, é sempre um prazer para o filatelista verificar em suas coleções como suas peças foram utilizadas na prática.


Exemplo de coleção tradicional com muitas peças e análise de outros elementos, como picotes, impressão etc. é a coleção do Sergio Marques de Madrugada Republicana. Outro exemplo: uso de tecnologias antifraude, é tradicional. Tudo tem história, mas não necessariamente é história postal.


Jacob disse que o título não transforma uma coleção em história postal e exemplificou com uma coleção de “História Postal no período de 1900 a 1942 por meio de "padrão réis”. Só o fato de ter esse título, não significa que será de história postal.

Cuidado: não descaracterizar a coleção passando de tradicional para história postal.


Jurados podem readequá-la, corrigindo o enquadramento, mas há ainda temas nebulosos, como coleções de selos nº 01. Jacob acha ser tradicional. Temos mais opiniões aqui nos Grupos?

Rota é sempre protagonista? Não necessariamente. Exemplo: coleção do Tony de salomônica, o principal é o território.


Um debate que precisamos prosseguir por e-mail: “II Grande Guerra”:

- 1ª posição (Jacob): é período, mas não tema. Então, “colaboração e resistência” seria tradicional.

- 2ª posição (Miguel): é tema, enquadrando-se na temática, pois a simples cronologia não a descaracterizaria como tema.

Gostaria de saber dos demais, “II Grande Guerra” é tradicional, temática... depende do tratamento? O que acham?


Aproveitando que falamos em períodos, o Jacob apresentou a divisão do Klermam, mas fez uma nova proposta de divisão, apoiada por membros ali presentes. Gostaria de saber a opinião dos membros do Grupo sobre a nova divisão. Aguardemos os slides para que tenhamos os períodos exatos e façamos esse debate.


Por fim, debateu-se a possibilidade de se utilizar informações complementares, como mapas impressos, fundo preto (preferência) e cantoneiras. Debateu-se, rapidamente, a questão do tamanho do papel e as línguas que podem ser utilizadas nas coleções, que são as cinco oficiais da FIP.


Fernando Silva Moreira dos Santos

Coordenador dos Grupos de Estudos Filatélicos da Sociedade Philatelica Paulista.




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