Nova emissão dos Correios - Aves Brasileiras




SOBRE OS SELOS

 

Os selos destacam três belas aves, em perigo crítico de extinção, existentes no território nacional:

Soldadinho-do-araripe – Antilophia bokermanni, Pararu-espelho

– Claravis geoffroyi e Rolinha-do-planalto

– Columbina cyanopis (exclusivas do Brasil).

Os selos retratam o singelo bucolismo dessas aves em seus ambientes naturais, focalizadas, nessa emissão postal, por sua raridade e exotismo. É mostrado, ainda, o logotipo da Birdpex 8, evento filatélico internacional, previsto para 2018, no Grão-Ducado de Luxemburgo. Foi usada pintura em tela para retratar as aves, e, nas folhas de selos, a técnica de computação gráfica.

 

ABOUT THE STAMPS

 

The stamps highlight three beautiful birds, in critical danger of extinction, existing in Brazilian soil: Soldadinho-do-araripe (Araripe manakin) – Antilophia  bokermanni, Pararuespelho (Purple-winged Ground-Dove)

-Claravis geoffroyi and Rolinha-do-planalto(Blue-eyed Ground-Dove)

– Columbina cyanopis (exclusives to Brazil).

The stamps portrait the bucolic simplicity of these birds in their natural habitats, focused, in this postal issue, for their rarity and exoticism. Also displayed on the stamp is the Birdpex 8 logo, international philatelic event to take place in the Grand duchy of Luxemburg in 2018. The birds were portrayed through painting and, on the stamp sheets, graphic computing technique was used.


DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 2

Arte: Raphael Dutra

Processo de Impressão: ofsete

GOMADOS

Folha: 15 selos (5 de cada)

Papel: cuchê gomado

Valor facial: R$1,25

Tiragem: 600.000 selos

Área de desenho: 25mm x 35mm

Dimensão do selo: 30mm x 40mm

Picotagem: 12 x 11,5

AUTOADESIVOS

Folha: 30 selos (10 de cada)

Papel: cuchê autoadesivo

Valor facial: 1º Porte Carta Não

Comercial

Tiragem: 1.350.000 selos

Área de desenho: 30mm x 30mm

Dimensão do selo: 36mm x 36mm

Picotagem: semicorte com "BR"

Data de emissão: 19/06/2017

Locais de lançamento: Brasília/DF, Poços de Caldas/MG, João Pessoa/ PB, Foz do Iguaçu/PR e Crato/CE

Impressão: Casa da Moeda do Brasil


TECHNICAL DETAILS

Stamp issue N. 2

Art: Raphael Dutra

Print system: offset

GUMMED

Sheet: 15 stamps (5 of each)

Paper: gummed chalky paper

Facial value: R$1.25

Issue: 600,000 stamps

Design area: 25mm x 35mm

Stamp dimensions: 30mm x 40mm

Perforation: 12 x 11,5

SELF-ADHESIVE

Sheet: 30 stamps (10 of each)

Paper: self adhesive chalky

Facial value: 1st class rate for noncommercial domestic mail

Issue: 1,350,000 stamps

Design area: 30mm x 30mm

Stamp dimensions: 36mm x 36mm

Perforation: cut to shape with BR

Date of issue: June 19 th , 2017

Places of issue: Brasília/DF, Poços de Caldas/MG, João Pessoa/PB, Foz do Iguaçu/PR and Crato/CE

Printing: Brazilian Mint


Aves Brasileiras

 

Soldadinho-do-araripe, Pararu-espelho e Rolinha-do-planalto O Soldadinho-do-araripe, Antilophia bokermanni, é um passarinhoexclusivo do Brasil, encontrado somente no sul do estado do Ceará, nos municípios de Barbalha, Crato e Missão Velha. Descoberto em 1996 e apresentado para a comunidade dois anos depois, é uma das aves mais ameaçadas do mundo.

Vive em uma área muito pequena de mata úmida na encosta nordeste da Chapada do Araripe que está sob constante pressão de desmatamento, o que junto com o número  reduzido de indivíduos conhecidos, o levou a ser categorizado como Criticamente em Perigo de Extinção. De exuberante beleza, o macho é branco com a cauda e as penas de voo pretas, e com o topete e o alto da cabeça até o meio do dorso, vermelho. A fêmea, em contrapartida, possui o corpo todo esverdeado, com o ventre um pouco mais claro.

Com aproximadamente 15 centímetros de  comprimento e pesando cerca de 20 gramas, vive em altitudes entre 670 e 910 metros. Alimenta-se principalmente de frutos, mas pode também ingerir pequenos insetos. É uma espécie extremamente dependente de florestas com córregos perenes, isto é, riachos cuja água não desaparece nos períodos de estiagem, uma vez que seus ninhos são construídos suspensos sobre os cursos de água. Como suporte para os ninhos, as fêmeas, responsáveis por construí-los sozinhas, utilizam uma variedade de onze diferentes espécies de árvores, sendo que também se alimentam dos frutos da maioria delas. Os ninhos são encontrados de novembro a março e geralmente cada casal tem dois filhotes por vez.

Após saírem dos ovos, os filhotes de ambos os sexos são semelhantes à fêmea e permanecem no ninho durante duas semanas. Os filhotes vivem com os pais por cerca de dois anos, quando os machos começam a mudar suas penas para a plumagem adulta e são expulsos para então se distanciar e demarcar seu próprio território. Assim como os outros representantes de sua família, os Piprídeos, o Soldadinho-do-araripe é uma espécie territorialista, o que quer dizer que marca e defende o território dos potenciais invasores, cantando e eventualmente agredindo o intruso com bicadas. Nunca são vistos em bandos.

A Pararu-espelho, Claravis geoffroyi, é uma pomba da Mata Atlântica que intriga os pesquisadores, pois está desaparecida desde os anos 80. O macho tem coloração geral cinza-azulado e a fêmea é parda. Chegando a 23 centímetros de comprimento, o que a diferencia das outras espécies é a presença de três faixas transversais largas nas asas de cor castanho-escuro. Apesar de intensamente procurada, sem sucesso, por ornitólogos e observadores de aves desde seu desaparecimento, ainda não é possível considerá-la extinta. Entretanto, acredita-se que, se ainda vive em vida livre, não deve ser representada por mais de 50 indivíduos em ambiente natural e esse número tão baixo a coloca na categoria de Criticamente em Perigo de Extinção, Possivelmente Extinta. Conforme dados históricos, vive em pequenos grupos e habita florestas densas e bordas de mata em terrenos montanhosos da Mata Atlântica.

No período reprodutivo, coloca geralmente dois ovos, em arbustos. Da mesma forma que as outras pombas, alimenta-se de gramíneas, frutos, sementes e às vezes, insetos encontrados no chão da mata, mas seu alimento preferido são os frutos dos bambus.

Trata-se  de uma espécie dependente de taquarais ou bambuzais que frutificam simultaneamente. Há relatos, nas redondezas de Teresópolis no Rio de Janeiro, de bandos de 50 a 100 indivíduos de Pararu-espelho alimentando-se de diferentes espécies de bambus (taquaruçu, a taquara e a criciúma), nos meses de novembro e dezembro, quando estavam carregados de frutos. Essa  dependência chama atenção porque os bambus frutificam de forma variável  podendo passar anos sem dar nenhum fruto. Historicamente, ela era encontrada desde o sul da Bahia até Santa Catarina, além da Argentina, Uruguai e leste do Paraguai. Embora os motivos de seu desaparecimento não sejam completamente conhecidos, a degradação da Mata Atlântica e, em particular, a redução dos taquarais foram fundamentais para a sua diminuição.

Infelizmente, ainda pouco se conhece sobre essa raríssima e quase extinta pomba. Embora durante as décadas de 80 e 90 tenha sido criada em cativeiro com certa facilidade, atualmente não se sabe de indivíduos cativos e, consequentemente, o conhecimento sobre seus cuidados acabaram se perdendo. A Rolinha-do-planalto, Columbina cyanopis, é uma pombinha endê- mica do Brasil, o que significa que não ocorre em nenhum outro país, sendo uma exclusividade brasileira e uma das espécies de aves menos conhecidas de todo o mundo.

Com cerca de 15 centímetros de comprimento, é quase toda castanha, semelhante à rolinha-comum, mas diferencia-se por apresentar a cauda, a cabeça e as asas avermelhadas, além de exibir manchas metálicas azuis nas asas e os olhos azuis. O macho apresenta o padrão geral de coloração mais escuro que a fêmea. Habita o bioma Cerrado, mas os registros comprovados da ocorrência da Rolinha-do-planalto são historicamente escassos e muito espalhados geograficamente, nos estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo, de modo que seus últimos registros documentados eram de 1940. Foram 75 anos de completo desconhecimento sobre a espécie, o que resultou na sua categorização como Criticamente Em Perigo de Extinção e Possivelmente Extinta. Após sua redescoberta, realizada em julho de 2015, pelo ornitólogo Rafael Bessa no interior de Minas Gerais, a espécie vem sendo intensiva e continuamente estudada e muito se tem aprendido acerca de sua