Lançamento |Sistema Solar


Sobre os Selos

A emissão é composta por uma folha com nove selos representando o espaço sideral, com muitas estrelas, nebulosas coloridas ao fundo e o nosso sistema solar em primeiro plano. O desenho dos planetas, suas cores e texturas foram criados com base em referências da Nasa. À esquerda aparece o Sol e em sequência, respeitando a ordem das órbitas dos planetas, aparecem Mercúrio, Vênus, Terra e Lua, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. A técnica utilizada foi arte digital.


Sistema Solar

O Sistema Solar compreende o conjunto constituído pelo Sol e todos os corpos celestes que o orbitam, seja em forma direta, como os planetas e outros corpos menores, ou em forma indireta, como os satélites naturais. Trata-se de um sistema dinâmico em que os corpos estão continuamente interagindo entre si, principalmente através da força da gravidade.

O Sol é a estrela central, concentrando 99,86% da massa total do sistema e gerando sua energia através da fusão de hidrogênio em hélio, seus principais constituintes.

Os planetas mais próximos do Sol, Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte, são compostos principalmente de rocha e metal e possuem uma superfície sólida que os caracteriza como planetas telúricos. Os mais afastados, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, concentram 0,13% da massa total do sistema. Júpiter e Saturno são gigantes gasosos, constituídos principalmente de hidrogênio e hélio. Urano e Netuno são gigantes de gelo, compostos de hidrogênio e hélio mas com um alto conteúdo de voláteis, como gelo de água, amônia e metano.

Em toda a extensão do Sistema Solar existem inúmeros corpos menores. Entre estes se contabilizam 800.000 asteroides, objetos essencialmente rochosos que se concentram numa faixa ou cinturão entre as órbitas de Marte e Júpiter. Além da órbita de Netuno, os corpos menores são compostos principalmente de gelo e se agrupam, maioritariamente, em duas populações: o Cinturão de Kuiper e a Nuvem de Oort. Alguns destes corpos são esporadicamente lançados para o interior do sistema onde, pela ação do calor solar, se transformam em cometas.

Entre os corpos menores, alguns são grandes o suficiente para serem arredondados pela própria gravidade, sendo classificados como planetas anões. Nesta categoria estão o asteroide Ceres e os objetos transnetunianos Plutão e Éris. O asteroide Hígia e os objetos transnetunianos Haumea e Makemake, juntamente com uma dezena de outros corpos menores, também podem ser considerados planetas anões, embora isto ainda seja motivo de debate.

Todos os planetas e corpos menores, com exceção de alguns cometas, descrevem ao redor do Sol órbitas elípticas que se localizam próximas a um plano, chamado de Eclíptica. Seis planetas, 4 planetas anões e mais de 330 corpos menores possuem orbitando em torno de si satélites naturais ou luas, com as mais variadas formas e tamanhos. Saturno e Júpiter são os que mais luas possuem. Os 4 planetas gigantes apresentam também sistemas de anéis, formados por faixas de minúsculas partículas de gelo e poeira.

O Sistema Solar se originou há 4,6 bilhões de anos a partir de uma nuvem molecular que entrou em colapso e formou o Sol, com um disco remanescente em volta a partir do qual se geraram os demais corpos. Inicialmente, os planetas gigantes não ocupavam as posições atuais, tendo se formado mais próximos do Sol e posteriormente migrado até as suas órbitas presentes. Algumas características dinâmicas dos componentes do Sistema Solar só podem ser explicadas assumindo que no passado existiu um terceiro gigante de gelo, que foi em algum momento expelido do sistema devido a uma forte interação gravitacional com Júpiter.

A estrutura do Sistema Solar tem sido objeto de estudo desde a antiguidade, mas apenas no século XVI foi reconhecido que o Sol, e não a Terra, está no centro do sistema. Os antigos tinham identificado somente a existência dos 5 planetas mais próximos do Sol, claramente visíveis a olho nu. Urano, embora também visível a olho nu, só foi identificado após a invenção do telescópio. Desde então, a evolução dos equipamentos de pesquisa astronômica tem possibilitado a expansão das fronteiras do Sistema Solar, além de fornecer uma melhor compreensão da sua origem e evolução. Hoje em dia, o Sol e todos os planetas têm sido visitados por pelo menos uma sonda espacial, seja orbitando- -os e/ou descendo na sua atmosfera ou superfície. Vênus e Marte são os que detêm o recorde de visitas. Sondas também têm visitado alguns satélites, particularmente a Lua com mais de 70 missões acumuladas, além de 2 planetas anões, 15 asteroides e 8 cometas. A exploração espacial tem permitido obter detalhes sem precedentes, através de imagens e dados com uma precisão nunca antes alcançada.

Os Correios, por meio desta emissão, tem por intenção levar ao público amplo a divulgação e o conhecimento sobre o Sistema Solar, assunto de grande importância para o mundo científico e nunca antes retratado pela filatelia brasileira.

Fernando Roig

Pesquisador do Observatório Nacional


Detalhes Técnicos

Edital nº 4

Arte: Meik

Processo de Impressão: ofsete + verniz localizado

Papel: cuchê gomado

Folha com 9 selos

Valor facial: selos de R$ 0,20, R$ 0,35, R$ 0,50, R$ 1,35, R$ 2,00 e R$ 2,25, totalizando R$ 12,25

Tiragem: 450.000 selos

Área de desenho: 40 x 30mm

Dimensão do selo: 40 x 30mm

Picotagem: 11,5 x 12

Data de emissão: 29/2/2020

Locais de lançamento: Brasília/DF e Rio de Janeiro/RJ

Impressão: Casa da Moeda do Brasil



Special Postal Issue | Solar System