Lançamento | Série Mercosul: Diversidade de FUNGOS


Esta emissão ilustra a diversidade dos fungos e é composta por 6 selos, sendo três na orientação horizontal, e três na vertical. Os fungos retratados são a Gaiola-de-bruxa-amarela (Clathrus chrysomycelinus), a Gaiolade-bruxa-de-colunas (Clathrus columnatus), a Estrela-da-terra-violeta (Geastrum violaceum), o Leque-deanjo (Hydnopolyporus fimbriatus), a Galinha-da-mata (Laetiporus gilbertsonii) e o Fungo-de-porcelana (Oudemansiella cubensis). Destaque para a riqueza das cores e formatos diferentes que enaltecem essas belas espécimes da natureza. As técnicas utilizadas foram fotografia e computação gráfica.


Série Mercosul / Meio Ambiente: Diversidade de Fungos

Os fungos são um grupo de organismos extremamente diversos, que vão desde espécies microscópicas unicelulares até aquelas que formam grandes estruturas visíveis (macrofungos), como os conhecidos cogumelos e orelhas-de- -pau pertencentes ao grupo dos basidiomicetos. Entre os basidiomicetos encontram-se diversas espécies de importância econômica e medicinal, incluindo várias espécies comestíveis, como o champignon, shiitake e shimeji, alimentos de alto valor nutricional. Apesar de muitas espécies serem comestíveis, a falta de informações e a dificuldade de se reconhecer as espécies em

campo dificultam o uso das mesmas. Um mesmo gênero pode conter espécies comestíveis, tóxicas e até letais. Assim, o uso das espécies nativas na alimentação requer muito cuidado e a certificação da identificação por um especialista na maioria dos casos. Os basidiomicetos (Filo Basidiomycota) estão presentes nos ambientes terrestres, onde atuam como decompositores, parasitas ou formam associações mutualísticas com outros organismos. Estes fungos possuem uma fase somática micelial, formada por muitos filamentos septados denominados hifas, enquanto que as estruturas macroscópicas observadas na natureza são formadas para a produção de esporos sexuais. Após a separação dos fungos do Reino Vegetal, os termos “corpo de frutificação” e “basidiocarpo”, utilizados para designar os cogumelos (“fruto” do fungo), caíram em desuso e foram substituídos pelo termo “basidioma”. Os fungos aqui retratados são decompositores de matéria orgânica e através de seu metabolismo composto por diversas enzimas e outros metabólitos, contribuem com a reciclagem de nutrientes e manutenção dos ecossistemas terrestres. Apesar de poucas espécies de fungos brasileiros possuírem nomes populares, principalmente devido ao distanciamento do público leigo do conhecimento micológico, nessa emissão eles foram identificados com os nomes populares que são utilizados em outros países com o intuito de difundir informações sobre as espécies. Com esta emissão, os Correios, por meio da Filatelia, estampam em selos postais seis espécies de basidiomicetos pertencentes à Classe Agaricomycetes, apresentados abaixo: Clathrus chrysomycelinus, Clathrus columnatus, Geastrum violaceum, Hydnopolyporus fimbriatus, Laetiporus gilbertsonii e Oudemansiella cubensis e que chamam a atenção dos amantes da natureza por suas formas e cores diferentes. Clathrus chrysomycelinus Möller Classificação: Basidiomycota, Agaricomycetes, Phallales, Clathraceae. Nome popular: Gaiola-de-bruxa-amarela Classificação: Basidiomycota, Agaricomycetes, Phallales, Clathraceae Nome popular: Gaiola-de-bruxa-amarela A espécie é caracterizada pelo basidioma em forma de balão com as colunas entrelaçadas, de coloração esbranquiçada a amarelada. A massa de esporos fica concentrada em diversos pontos na porção interna da treliça e atrai insetos para a dispersão dos esporos. Cresce sobre o solo no interior de matas. Essa espécie foi descoberta pela primeira vez no final do século XIX nos arredores da cidade de Blumenau (Santa Catarina), mas também se conhece para outros países da América do Sul, como Venezuela e Paraguai.

Clathrus columnatus Bosc Classificação: Basidiomycota, Agaricomycetes, Phallales, Clathraceae. Nome popular: Gaiola-de-bruxa-de-colunas O basidioma dessa espécie, que pode atingir cerca de 15 cm de altura, é formado por 3 a 5 colunas amareladas a alaranjadas que se fundem no ápice, onde uma massa viscosa amarronzada se distribui. Essa massa viscosa exala um odor desagradável que atrai insetos para a dispersão dos esporos. A espécie ocorre em vários países tropicais e subtropicais e geralmente é encontrada sobre o solo em áreas de pastagem. Geastrum violaceum Rick Classificação: Basidiomycota, Agaricomycetes, Geastrales, Geastraceae. Nome popular: Estrela-da-terra-violeta Esse lindo fungo estrela-da-terra possui os raios de coloração arroxeada a violeta. São basidiomas pequenos, de 1 a 3 cm, e crescem no solo das matas, entre a serapilheira. No Brasil, é encontrado em áreas de Mata Atlântica. A espécie foi descoberta pela primeira vez na região de São Leopoldo (Rio Grande do Sul) no início do século XX, mas hoje também é conhecida na Argentina, Paraguai e México. Hydnopolyporus fimbriatus (Cooke) D.A. Reid Classificação: Basidiomycota, Agaricomycetes, Polyporales, Meripilaceae. Nome popular: Leque-de-anjo Os basidiomas dessa espécie se assemelham a pequenos leques brancos delgados, mas que crescem em conjunto geralmente na base de árvores. A superfície superior é lisa, mas a superfície inferior é formada por pequenas papilas e tubos labirintiformes. No Brasil, pode ser encontrada em todo o território. A espécie é comestível e utilizada na culinária de indígenas brasileiros. Laetiporus gilbertsonii Burds Classificação: Basidiomycota, Agaricomycetes, Polyporales, Fomitopsidaceae. Nome popular: Galinha-da-mata A espécie caracteriza-se pelo basidioma grande, do tipo orelha-de-pau, lateralmente estipitado ou séssil, consistência macia quando fresco, tornando-se duro ao secar. A superfície inferior apresenta poros circulares pequenos, de 5 a 7 poros por mm. Espécie comestível. Apesar de ampla ocorrência na América do Norte a espécie só foi registrada no Brasil em áreas de Mata Atlântica do estado de São Paulo.

Oudemansiella cubensis (Berk. & M.A. Curtis) R.H. Petersen Classificação: Basidiomycota, Agaricomycetes, Agaricales, Physalacriaceae. Nome popular: Fungo-de-porcelana Este fungo é muito característico pelo píleo viscoso ao tato, principalmente em materiais frescos, e pela presença das escamas marrom-claras, em forma de placas na superfície superior; na superfície inferior destacam-se as lamelas espaçadas extremamente alvas. Possui ampla distribuição no Brasil e se trata de uma espécie comestível.

Dra. Adriana de Mello Gugliotta

Dra. Vera Maria Valle Vitali

Pesquisadoras Científicas | Instituto de Botânica – SP

Dra. Larissa Trierveiler Pereira.

Professora da FATEC de Itapetininga do estado de São Paulo


Detalhes Técnicos

Edital nº 8

Fotos: Larissa Trierveiler Pereira e Vitor Xavier de Lima, Ricardo Matheus Pires e Marcelo Pinto Marcelli - Instituto de Botânica

Arte-finalização: Daniel Effi/Correios

Processo de Impressão: ofsete

Papel: cuchê gomado

Folha com 24 selos (4 sextilhas)

Valor facial: R$ 1,60

Tiragem: 240.000 selos (40.000 de cada)

Área de desenho: 30 x 40mm e 40x30

Dimensão do selo: 30 x 40mm e 40x30

Picotagem: 12 x 11,5 e 11,5 x 12

Data de emissão: 5/6/2019

Locais de lançamento: Curitiba/PR, Manaus/AM e São Paulo/SP

Impressão: Casa da Moeda do Brasil



About the Stamps

This emission illustrates the diversity of fungi and is composed of 6 stamps, three in the horizontal orientation, and three in the vertical. The fungi depicted are the Yellow-witchcage (Clathrus chrysomycelinus), Column-witch-cage (Clathrus columnatus), Violet-Earth-Star (Geastrum violaceum), Angel Fan (Hydnopolyporus fimbriatus), Chicken of the woods (Laetiporus gilbertsonii) and Porcelain Fungus (Oudemansiella cubensis). Highlight the richness of the different colors and shapes that exalt these beautiful specimens of nature. The techniques used were photography and computer graphics.


Mercosul Series / Environment: Diversity of Fungi

Fungi are a group of extremely diverse organisms ranging from unicellular microscopic species to those that form large visible structures (macrofungi), such as the well-known mushrooms and wood-ears belonging to the basidiomycetes’ group. Among the basidiomycetes are several species of economic and medicinal importance, including several edible species such as champignon, shiitake and shimeji, foods of high nutritional value. Although many species are edible, the lack of information and the difficulty of recognizing the species in the field make it difficult to use them. The same genus may contain edible, toxic and even lethal species. Thus, the use of native species in food requires great care and certification of identification by a specialist in most cases. Basidiomycetes (Phylum Basidiomycota) are present in terrestrial environments, where they act as decomposers, parasites or form mutualistic associations with other organisms. These fungi have a somatic mycelial phase, formed by many septate filaments called hyphae, while the macroscopic structures observed in nature are formed for the production of sexual spores. After separation of fungi from the plant kingdom, the terms “fruiting body” or “sporocarp”, used to designate mushrooms (“fruit” of the fungus), fell into disuse and were replaced by the term “basidiome” or “basidiocarp”. The fungi described here are decomposers of organic matter and through their metabolism composed of several enzymes and other metabolites, contribute to the recycling of nutrients and maintenance of terrestrial ecosystems. Although few species of Brazilian fungi have popular names, mainly due to the distance of the lay public from mycological knowledge, in this issue they were identified with the popular names that are used in other countries with the purpose of disseminating information about the species. With this issue, the Post Office Company Correios, through Filatelia (Philately), stamp on postage stamps six species of basidiomycetes belonging to the Class Agaricomycetes, presented below: Clathrus chrysomycelinus, Clathrus columnatus, Geastrum violaceum, Hydnopolyporus fimbriatus, Laetiporus gilbertsonii and Oudemansiella cubensis and that attract the attention of nature lovers for their different shapes and colors. Clathrus chrysomycelinus Möller Classification: Basidiomycota, Agaricomycetes, Phallales, Clathraceae. Popular name in Brazil: Yellow-witch-cage The species is characterized by the basidiome in the form of a balloon with interlaced columns, whitish to yellowish in color. The spore mass is concentrated at several points in the inner portion of the trellis and attracts insects to the spore dispersion. It grows on the soil inside the forest. This species was first discovered in the late 19th century on the outskirts of the city of Blumenau (Santa Catarina state), but is also known for other South American countries such as Venezuela and Paraguay. Clathrus columnatus Bosc Classification: Basidiomycota, Agaricomycetes, Phallales, Clathraceae. Popular name in Brazil: Column-witch-cage The basidiome of this species, which can reach about 15 cm in height, is formed by 3 to 5 columns colored yellowish to orange that fuse at the apex, where a brownish viscous mass is distributed. This viscous mass exudes an unpleasant odor that attracts insects to the dispersion of spores. The species occurs in several tropical and subtropical countries and is generally found on the ground in pasture areas. Geastrum violaceum Rick Classification: Basidiomycota, Agaricomycetes, Geastrales, Geastraceae. Popular name in Brazil: Violet-Earth-Star This beautiful earth-star fungus has purple to violet rays. They are small basidiomes, of 1 to 3 cm, and grow in the soil of the forests, among the plant litter. In Brazil, it is found in Atlantic Forest areas. The species was first discovered in the region of São Leopoldo (Rio Grande do Sul state) in the early twentieth century, but today it is also known in Argentina, Paraguay and Mexico. Hydnopolyporus fimbriatus (Cooke) D.A. Reid Classification: Basidiomycota, Agaricomycetes, Polyporales, Meripilaceae. Popular name in Brazil: Angel fan The basidiomes of this species resemble small thin white fans, but which grow together generally at the base of trees. The upper surface is smooth, but the lower surface is formed by small papillae and tubes in the form of labyrinths. In Brazil, it can be found throughout the territory. The species is edible and used in the cooking of Brazilian natives. Laetiporus gilbertsonii Burds Classification: Basidiomycota, Agaricomycetes, Polyporales, Fomitopsidaceae. Popular name in Brazil: Chicken of the woods The species is characterized by the large basidiome, the bracket-shaped laterally stipitate or sessile, soft consistency when fresh, becoming hard when drying. The lower surface has small circular pores, 5 to 7 pores per mm. Edible species. Despite the widespread occurrence in North America, the species was only recorded in Brazil in areas of Atlantic Forest in the state of São Paulo. Oudemansiella cubensis (Berk. & M.A. Curtis) R.H. Petersen Classification: Basidiomycota, Agaricomycetes, Agaricales, Physalacriaceae. Popular name in Brazil: Porcelain Fungus This fungus is very characteristic of the viscous pileus to the touch, mainly in fresh materials, and by the presence of light-brown scales in the form of plaques on the upper surface; on the lower surface, the extremely white spaced lamellae are prominent. It is widely distributed in Brazil and is an edible species.

Dra. Adriana de Mello Gugliotta

Dra. Vera Maria Valle Vitali

Scientific Researchers | Botanical Institute – SP

Dra. Larissa Trierveiler Pereira.

Teacher at FATEC college of Itapetininga - State of São Paulo


Technical Details

Stamp issue N. 8

Photos: Larissa Trierveiler Pereira and Vitor Xavier de Lima, Ricardo Matheus Pires and Marcelo Pinto Marcelli - Botanical Institute

Art finishing: Daniel Effi/Correios

Print system: offset

Paper: gummed chalky paper

Sheet with 20 stamps (4 sets of six)

Facial value: R$ 1.60

Issue: 240,000 stamps (40,000 of each)

Design area: 30 x 40mm and 40x30

Stamp dimensions: 30 x 40mm and 40x30

Perforation: 12 x 11.5 and 11.5 x 12

Date of issue: June 5th, 2019

Place of issue: Curitiba/PR, Manaus/AM and São Paulo/SP

Printing: Brazilian Mint





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