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Lançamento | Série 200 Anos de Independência: Bicentenário do retorno de José Bonifácio ao Brasil


Sobre o Selo

Esta emissão é a terceira de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios que iniciou-se em 2017 e estenderá até 2022, com a comemoração dos 200 anos de Proclamação da Independência. Na parte superior do selo a inscrição “Brasil, 200 anos de Independência” e o uso das cores de um nascer do sol identificam o alvorecer de uma nação. A seguir, o retrato de José Bonifácio de Andrada e Silva, em litografia de S. A. Sisson, constante do livro “Galeria dos brasileiros illustres (os contemporaneos): retratos dos homens mais illustres do Brasil na política, sciencias e letras, desde a guerra da independencia até os nossos dias : copiados do natural e lithographados por S.A. Sisson, acompanhados das suas respectivas biographias, publicada sob a protecção de sua Magestade o Imperador”, de 1861, do acervo da Seção de Obras Raras do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados. O retrato recebeu uma colorização para se adaptar à perceptiva dos selos anteriores. Foi utilizado o recurso de computação gráfica.

Série 200 Anos de Independência: Bicentenário do Retorno de José Bonifácio ao Brasil

Há duzentos anos, na segunda metade do ano de 1819, desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, então sede do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves, após uma ausência de quase quatro décadas, José Bonifácio de Andrada e Silva. José Bonifácio, era então reconhecido como a maior autoridade científica do mundo lusófono. Membro das mais importantes academias científicas de então, fora o descobridor de quatro espécies de minérios novos, além de ter sido o primeiro a descrever oito variedades de minérios já conhecidos. Catedrático em Coimbra, fora o fundador dos estudos de geologia em Portugal. Em sua movimentada vida não lhe faltou sequer haver participado da resistência armada contra as tropas de Napoleão Bonaparte, quando da invasão do Reino. Na ocasião chegou a assumir o comando do Batalhão Acadêmico, formado por estudantes e professores de Coimbra. Nascido em 1763, na então pacata cidade de Santos, em São Paulo, José Bonifácio desembarcava no Brasil, de onde partira como jovem estudante, com meros vinte anos de idade, como um realizado senhor de 57 anos, já aposentado, em busca do sossego de sua terra natal. O destino, no entanto, o predestinara a postergar ainda por alguns anos sua pretendida aposentadoria. Os eventos políticos que sacudiram o Brasil naquelas primeiras décadas do século XIX logo o chamariam para ser um dos grandes artífices da construção do Brasil como nação autônoma e país independente. Após a partida de D. João VI para Portugal, José Bonifácio viria a ser o principal ministro e conselheiro de D. Pedro. Associado a D. Leopoldina, tornar-se-ia o responsável e executor de inflexível política que caminhou, passo a passo, rumo a completa independência do Brasil. Suas duas preocupações principais, como ministro de D. Pedro foram, por um lado, garantir a plena independência do Brasil, e junto com ela, garantir nossa integridade territorial. José Bonifácio foi, também, o nosso primeiro chanceler, inaugurando nossa entrada no concerto das nações. Em verdade, José Bonifácio atuou politicamente por pouco tempo, pouco menos de dois anos e meio (junho de 1821 a novembro de 1823), porém, naquele pequeno período, marcou de forma indelével a história de nosso país. Não há, na nossa história, ninguém que, em tão pouco tempo, tenha marcado mais nossa trajetória como nação. Homem de ideias fortes, José Bonifácio se desentendeu com D. Pedro. Foi destituído e, com a dissolução da constituinte de 1823, preso e deportado para França, de onde voltaria apenas em 1829. Retornou ainda a tempo de prestar um último serviço a D. Pedro I, que o nomeou tutor de seu filho, D. Pedro II. Faleceu na cidade de Niterói – Rio de Janeiro, em 1838. Esta emissão é a terceira de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios que se iniciou em 2017, com o bicentenário da vinda de Dona Leopoldina, continuou em 2018 quando foram lembrados os 200 anos da Aclamação de D. João VI. Nesta edição de 2019, comemoramos os 200 anos do Retorno de José Bonifácio ao Brasil. Os eventos se estenderão até 2022, com os 200 anos da Proclamação da Independência.

José Theodoro Mascarenhas Menck

Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados


Detalhes Técnicos

Edital nº 9

Arte: Ely Borges e Isabel Flecha de Lima

Processo de Impressão: ofsete

Papel: cuchê gomado

Folha com 12 selos

Valor facial: R$ 2,15

Tiragem: 180.000 selos

Área de desenho: 21 x 39mm

Dimensão do selo: 26 x 44mm

Picotagem: 11,5 x 11

Data de emissão: 13/6/2019

Locais de lançamento: Brasília/DF e Santos/SP

Impressão: Casa da Moeda do Brasil



About the Stamp

This issue is the third in a series of six, titled “Brazil, 200 Years of Independence,” a partnership between the Chamber of Deputies and the Post Office Company Correios that began in 2017 and will extend until 2020, commemorating the 200-year Proclamation of Independence. At the top of the stamp the inscription “Brazil, 200 years of Independence” and the use of the colors of a sunrise identify the dawn of a nation. The following is a portrait of José Bonifácio de Andrada e Silva, in a lithography by Sébastien Auguste Sisson, from the book “Galeria dos brasileiros illustres – Os contemporaneos”, “Gallery of illustrious Brazilians – Contemporaries”: portraits of the most illustrious men of Brazil in politics, sciences and letters, from the war of independence to the present day copied from the natural and lithographed by S.A. Sisson, accompanied by their respective biographies, published under the protection of His Majesty, the Emperor, of 1861, from the collection of the Rare Works Section of the Documentation and Information Center of the Chamber of Deputies. The portrait received a coloration to adapt to the perceptive of the previous stamps. Graphic computing was used.


200 Years of Independence Series: Bicentennial of José Bonifácio’s return to Brazil

Two hundred years ago, in the second half of 1819, José Bonifácio de Andrada e Silva landed in the city of Rio de Janeiro, then the seat of the United Kingdom of Portugal, Brazil and Algarves, after an absence of almost four decades. José Bonifácio, was then recognized as the greatest scientific authority in the Lusophone (Portuguese-speaking) world. Member of the most important scientific academies of the time, he was the discoverer of four species of new ores, besides being the first to describe eight varieties of ores already known. Professor in Coimbra, he was the founder of geology studies in Portugal. In his busy life he did not lack even to have participated in the armed resistance against the troops of Napoleon Bonaparte, during the invasion of the Kingdom. At the time, he came to take charge of the Academic Battalion (in Portuguese: Batalhão Acadêmico), made up of students and professors of Coimbra.

Born in 1763, in the then quiet city of Santos, in São Paulo state, José Bonifácio landed in Brazil, where he had left as a young student, at the age of twenty, as an accomplished 57-year-old retired man in search of the quiet of his homeland. The fate, however, predestined him to postpone his intended retirement for a few years. The political events that shook Brazil in those early decades of the nineteenth century would soon call him to be one of the great architects of the construction of Brazil as an autonomous nation and independent country. After the departure of Dom João VI to Portugal, José Bonifácio would become the principal minister and adviser of Dom Pedro. Associated with Dona Leopoldina, he would become the responsible and executor of inflexible politics that led, step by step, towards the complete independence of Brazil. His two main concerns as minister of D. Pedro were, on the one hand, to guarantee Brazil’s full independence, and together with it, to guarantee our territorial integrity. Jose Bonifácio was also our first chancellor, inaugurating our entrance in the concert of the nations In fact, José Bonifácio acted politically for a short time, a little less than two and a half years (from June 1821 to November 1823), but in that short period he marked in an indelible way the history of our country. In our history there is no one who, in such a short time, has so strongly marked our trajectory as a nation. A man of strong ideas, Jose Bonifácio would disagree with Dom Pedro. He was dismissed and, with the dissolution of the Constituent Assembly of 1823, he was arrested and deported to France, from which he would return only in 1829. He also returned in time to render a last service to Dom Pedro I, who appointed him tutor of his son, Dom Pedro II. He died in the city of Niterói, in the state of Rio de Janeiro, in 1838. This issue is the third in a series of six, called “Brazil, 200 Years of Independence,” a partnership between the Chamber of Deputies and the Post Office Company Correios that began in 2017, with the bicentenary of the coming of Dona Leopoldina, continued in 2018 when were remembered the 200 years of the Acclamation of Dom João VI. In this edition of 2019, we commemorate the 200 years of the Return of José Bonifácio to Brazil. The events will extend until 2022, with the 200 years of the Proclamation of Independence.

José Theodoro Mascarenhas Menck

Legislative Consultant of the Chamber of Deputies


Technical Details

Stamp issue N. 9

Art: Ely Borges e Isabel Flecha de Lima

Print system: offset

Paper: gummed chalky paper

Sheet with 12 stamps

Facial value: R$ 2.15

Issue: 180,000 stamps

Design area: 21 x 39mm

Stamp dimensions: 26 x 44mm

Perforation: 11.5 x 11

Date of issue: June 3rd , 2019

Places of issue: Brasília/DF and Santos/SP

Printing: Brazilian Mint





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