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Lançamento | Centenário do Nascimento de Nelson Gonçalves


Sobre o Selo

O selo exibe em primeiro plano, à esquerda, o logo do Centenário de Nelson Gonçalves, apresentando um microfone clássico dos anos 40 e 50, na cor dourada, alusiva ao jubileu, com o nome de Nelson Gonçalves apoiado na palavra “Centenário”. À direita surge a figura imponente do cantor, com microfone na mão, em foto em branco e preto com fundo cinza, de abril de 1989, durante a entrega do “Prêmio Sharp de Música”, no Copacabana Palace. Na base do selo, uma faixa em cinza escuro com o epiteto em caixa alta “A MAIOR VOZ DO BRASIL”. A folha dessa emissão, com 20 selos, traz no espaço inferior uma vinheta que reproduz as imagens ampliadas do selo, mostrando o epíteto ao centro, dentro de uma faixa dourada. A arte foi elaborada utilizando fotografia e computação gráfica.


Centenário de Nelson Gonçalves: A maior voz do Brasil

O ano de 2019 contará com uma celebração emblemática para a história da música brasileira: em 21 de junho se comemora o centenário de nascimento de Nelson Gonçalves, considerado o dono da mais bela voz do Brasil.

No século passado, Nelson Gonçalves vendeu mais de 80 milhões de discos - sem mídias sociais! Era o corpo a corpo do artista com o público que construía sua carreira. Em meados da década de 40, foi reconhecido como “O Rei do Rádio”, pois foi nas ondas radiofônicas que Nelson iniciou sua gloriosa escalada para a fama e divulgou seus maiores sucessos.

Antônio Gonçalves Sobral, seu nome de registro, nasceu em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 21 de junho de 1919. Mudou-se com seus pais para São Paulo, ainda criança. O jovem franzino e um pouco gago, conhecido como “metralha”, trabalhou como jornaleiro, mecânico, engraxate e lutador, mas carregava uma paixão: a música.


Foi aluno do maestro Bellardi, que o aconselhou a se dedicar à música popular. No final da década de 1930, decide correr atrás da fama artística e embarca para o Rio de Janeiro, onde participou de testes nas principais emissoras de rádio da época sem, no entanto, conquistar algum espaço. Até Ary Barroso o aconselhou a retornar a capital paulista e desistir de seu sonho.

Retornou, então, a São Paulo, e tentou mais alguns contatos, até ser convidado para gravar uma valsa de Orlando Monella e Oswaldo França, “Se Eu Pudesse um Dia”. Assim começava sua carreira, com a gravação de seu primeiro disco, em 1941, um 78 RPM com o samba “Sinto-me Bem”, de Ataulfo Alves. Mais tarde, fechou contrato com a gravadora RCA Victor e com a rádio Mayrink Veiga.

Na década de 50, além de shows em todo o Brasil, chegou a se apresentar em países como Uruguai, Argentina e Estados Unidos, no Radio City Music Hall.

Na lista de grandes sucessos do artista — único brasileiro a ser agraciado com o Prêmio Nipper, pela gravação do disco “Ainda é Cedo” (1997), premiação também concedida a Elvis Presley —, há canções que se perpetuaram na memória de seus fãs, até os dias atuais, entre elas “Maria Bethânia”, “Normalista”, “Caminhemos”, “Renúncia”, “Fica Comigo esta Noite”, “Deusa do Asfalto”, “Êxtase”, “Escultura”, “A Volta do Boêmio”, entre outras.

Continuou gravando regularmente nos anos 70, 80 e 90, reafirmando a posição entre os recordistas nacionais de vendas de discos. Nelson Gonçalves sempre se manteve atento a novos compositores, tendo gravado canções de Ângela Rô Rô (Simples Carinho), Kid Abelha (Nada por Mim), Legião Urbana (Ainda É Cedo) e Lulu Santos (Como uma Onda). Gravou “A Deusa do Amor”, que está no álbum Nós, de 1987, em parceria com Lobão.

Nelson Gonçalves é o segundo maior vendedor de discos da história musical do Brasil. Seu maior sucesso foi a canção “A Volta do Boêmio”. Gravou mais de duas mil canções, 183 discos em 78 rpm, 128 álbuns e 300 compactos. Como reconhecimento pelo seu talento, foi agraciado com 38 discos de ouro e 20 de platina. Faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de abril de 1998.

Com a emissão desse selo, que celebra seu centenário, os Correios homenageiam Nelson Gonçalves, por seu trabalho de mais de meio século dedicado à Música Popular Brasileira.

Raquel Luccat

Coordenadora do Centenário de Nelson Gonçalves


Detalhes Técnicos

Edital nº 10

Arte: Rock Comunicação

Foto: Cristina Granato

Processo de Impressão: ofsete

Papel: cuchê gomado

Folha com 20 selos

Valor facial: 1º Porte Carta Não Comercial

Tiragem: 200.000 selos

Área de desenho: 30 x 40mm

Dimensão do selo: 30 x 40mm

Picotagem: 12 x 11,5

Data de emissão: 21/6/2019

Local de lançamento: Rio de Janeiro/RJ, Santana do Livramento/RS e São Paulo/SP

Impressão: Casa da Moeda do Brasil



About the Stamp

The stamp shows in the foreground, on the left, the logo of the Centenary of Nelson Gonçalves, presenting a classic microphone from the 1940s and 50s, in golden color, allusive to the jubilee, with the name of Nelson Gonçalves supported by the word “Centenary”. On the right is the imposing figure of the singer, with a microphone in hand, in a black and white photo with a gray background, of April 1989, during the “Sharp Music Award”, at the Copacabana Palace. At the base of the stamp, a band in dark gray with the capitalized epithet “THE GREATEST VOICE OF BRAZIL”. The sheet of this emission, with 20 stamps, carries in the lower space a vignette that reproduces the enlarged images of the stamp, showing the epithet in the center, inside a golden band. The art was elaborated using photography and computer graphics.


Centenary of Nelson Gonçalves: The greatest voice of Brazil

The year 2019 will feature an emblematic celebration for the history of Brazilian music: on June 21 is celebrated the centenary of birth of Nelson Gonçalves, considered the owner of the most beautiful voice in Brazil.

In the last century, Nelson Gonçalves sold more than 80 million records - without social media! In the mid-1940s, he was recognized as “The King of Radio,” because it was in the radio waves that Nelson began his glorious escalation to the fame and that he divulged his greater successes.

Antônio Gonçalves Sobral, his register name, was born in Santana do Livramento, in the state of Rio Grande do Sul, on June 21st, 1919. He moved with his parents to São Paulo when he was a child. The thin, slightly stammering young man known as “Metralha” (“Canister shot”) worked as a newsman, mechanic, shoeshine and fighter, but he carried a passion: music.

He was a pupil of maestro Bellardi, who advised him to dedicate himself to popular music. At the end of the decade of 1930, he decides to run after the artistic fame and embarks for Rio de Janeiro, where he participated of tests in the main radio stations of the time without, nevertheless, to conquer some space. Even Ary Barroso advised him to return to São Paulo and give up his dream.

He then returned to São Paulo, and tried to make more contacts, until he was invited to record a waltz of Orlando Monella and Oswaldo França, “Se Eu Pudesse um Dia” (“If I Could Some Day”). Thus began his career, with the recording of his first album, in 1941, a 78 rpm with the samba “Sinto Me Bem” by Ataulfo Alvess. He later signed a contract with RCA Victor and radio station Mayrink Veiga.

In the 1950’s, in addition to concerts throughout Brazil, he even performed in countries such as Uruguay, Argentina and the United States, at Radio City Music Hall.

In the list of great successes of the artist - the only Brazilian to be awarded with the Nipper Award, for the recording of the album “Ainda é Cedo” (“It is Still Early”) (1997), award also granted to Elvis Presley - there are songs that have perpetuated in the memory of his fans, to the present day, among them “Maria Bethânia”, “Normalista”, “Caminhemos”, “Renúncia”, “Fica Comigo esta Noite”, “Deusa do Asfalto”, “Êxtase”, “Escultura”, “A Volta do Boêmio”, among others.

He continued to record regularly in the 1970s, 1980s and 1990s, reaffirming the position between the national record holders of record sales. Nélson Gonçalves has always been attentive to new composers, having recorded songs by Ângela Rô Rô (Simples Carinho), Kid Abelha (Nada por Mim), Legião Urbana (Ainda é cedo) and Lulu Santos (Como Uma Onda). He recorded “The Goddess of Love”, which is on the album “Nós” (“We”), 1987, in partnership with Lobão.

Nelson Gonçalves is the second largest seller of records in the Brazilian musical history. His biggest success was the song “A Volta do Boêmio.” He recorded over two thousand songs, 183 discs at 78 rpm, 128 albums and 300 Compacts. In recognition of his talent, he was awarded with 38 gold and 20 platinum discs. He died in Rio de Janeiro, on April 18, 1998.

With the issuance of this stamp, which celebrates his centenary, Correios Brasil honors Nelson Gonçalves for his work of more than half a century dedicated to Brazilian Popular Music.

Raquel Luccat

Coordinator of the Centenary of Nelson Gonçalves


Technical Details

Stamp issue N. 10

Art: Rock Comunicação

Photo finishing: Cristina Granato

Print system: offset

Paper: gummed chalky paper

Sheet with 20 stamps

Facial value: 1st class rate for domestic non-commercial mail

Issue: 200,000 stamps

Design area: 30 x 40mm

Stamp dimensions: 30 x 40mm

Perforation: 12 x 11.5

Date of issue: June 21st, 2019

Place of issue: Rio de Janeiro/ RJ, Santana do Livramento/RS and São Paulo/SP

Printing: Brazilian Mint




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