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Lançamento | Bicentenário da Independência Prédios Históricos



Sobre os Blocos

Esta emissão postal possui dois blocos. O primeiro apresenta a imagem do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro - MHN, que possui o formato do numeral 100 da marca do seu centenário. No recorte da esquerda temos a imagem da fachada principal do MHN, destacando o Portão de Minerva e no da direita a imagem do Altar de Oxalá de Emanoel Araújo. Já o segundo traz a ilustração da fachada do prédio Palácio dos Correios com sua arquitetura eclética. Foi feito um desenho tradicional a nanquim baseado em fotografia, pintado em aquarela e arte finalizado digitalmente.


Prédios Históricos: Palácio dos Correios – SP e Museu Histórico Nacional – RJ

A Filatelia dos Correios encerra suas comemorações do Bicentenário da Independência com a última emissão que destaca dois prédios que foram inaugurados por ocasião das festividades do Centenário da Independência em 1922: o Palácio dos Correios – SP e o Museu Histórico Nacional – RJ. Os próximos parágrafos contam suas histórias.


O Palácio dos Correios de São Paulo


O Palácio dos Correios de São Paulo foi inaugurado em 1922, no contexto das comemorações do centenário da Independência do Brasil. O local escolhido para a construção foi a confluência da Praça Verdi (hoje Praça Pedro Lessa) com a Avenida São João. Essa escolha atendia a uma demanda de ocupação dos espaços urbanos na margem oeste do Rio Anhangabaú. Já na virada do século 19 para o 20, a colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí não mais contava com áreas de expansão e os interesses imobiliários passaram a se voltar para aquela região, até então pouco valorizada.

O modelo urbanístico proposto inspirou-se no de Paris. Assim, o escritório Ramos de Azevedo foi contratado para projetar o novo prédio, que reuniria em um só bloco os serviços de correios e de telégrafos, embora ambos fossem executados por órgãos públicos diferentes naquela época. Sob o comando dos arquitetos Domiziano Rossi e Felisberto Ranzini, projetouse uma edificação com grande riqueza de detalhes decorativos, marcados por formas orgânicas. Conchas, palmas, pérolas, arabescos e colunas de inspiração grega compõem parte importante dos ambientes externos e internos de acesso público.

O pé-direito alto e a monumentalidade das fachadas são elementos definidores do conceito de palácio eclético. As fachadas buscam harmonia e simetria. Esse efeito é conseguido com o uso de aberturas em número ímpar, que permitem a centralização de um elemento e a distribuição equilibrada dos outros elementos à direita e à esquerda. Cada um dos quatro níveis do prédio reúne elementos decorativos diferentes, especialmente marcados nas janelas, revelando a intenção de mostrar abundância e diversidade.

A concepção arquitetônica tanto dos ambientes internos quanto dos externos busca reforçar a herança europeia do Brasil, em detrimento das manifestações recebidas de outras culturas. Trata-se de um movimento que se alinhava aos esforços do Estado Brasileiro de se ombrear com as nações de maior relevância naquele quadrante da história. Recém-nascida, a república brasileira ainda se mantinha presa aos padrões das tradições imperiais, nas referências estéticas e na condução da política internacional.

Enfim, o Palácio dos Correios, erguido entre 1920 e 1922, não contou com materiais nobres, sofisticados ou exóticos, mas com o refinamento dos profissionais da construção civil, orientados por um projeto bem elaborado.

A inauguração se deu em outubro de 1922, apenas alguns dias antes do fim do mandato presidencial de Epitácio Pessoa, em 15 de novembro.

Centro Cultural Correios São Paulo


Museu Histórico Nacional


O Museu Histórico Nacional foi criado em 1922, na cidade do Rio de Janeiro (quando esta ainda era a capital do Brasil), para expor a história do país que então completava cem anos. Instituição federal vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, é considerado um dos maiores e mais antigos museus de história do Brasil. Localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, ocupa um conjunto arquitetônico que, entre o período colonial e o início da República, foi usado para atividades militares, composto pela Casa do Trem (1762) e pelo Arsenal de Guerra (1764)1. O MHN é reconhecido como uma referência para o campo da museologia e do patrimônio no Brasil. Foi ali que, em 1932, foi criado o primeiro Curso de Museus da América Latina – atual Escola de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). E, em 1934, concebido o primeiro departamento federal de preservação do patrimônio, a Inspetoria de Monumentos Nacionais (IMN), extinta em 1937, com a instituição do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual IPHAN.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 2009, inscrito no livro do Tombo Histórico, o MHN conta com mais de 300 mil objetos sob a sua guarda, são coleções de tipologias diversas, como pintura, mobiliário, indumentária, armaria, documentos textuais, etc. Preserva a maior coleção de numismática da América Latina e uma das mais importantes do mundo, somando 150.286 peças, distribuídas entre moedas, medalhas, condecorações, selos, etc.

Atualmente, conta com uma área de 9.000m2 aberta ao público, ocupada com salas de exposições, biblioteca, arquivos, reservas técnicas e laboratório de conservação e restauração. A história do Brasil ali representada divide-se em 6 módulos de exposição, organizados segundo os critérios temáticos e cronológicos. O Pátio Epitácio Pessoa, mais conhecido como “dos canhões”, em função a coleção ali exposta, é a parte mais antiga do circuito, remetendo à primeira década de funcionamento do MHN. “Do móvel ao automóvel: transitando pela história” é outra exposição localizada no térreo da edificação, dedicada à coleção de meios de transporte terrestres. “Oreretama”, “Portugueses no mundo”, “Construção do Estado” e “Cidadania em construção”, localizados no segundo andar, constituem uma narrativa sobre a história do Brasil, desde os povos originários até o período republicano atual.

Museu Histórico Nacional

1 À época da criação do MHN, o conjunto arquitetônico contava com a Fortaleza de São Tiago (1603), que desde 1939 não existe mais.


Detalhes Técnicos

Edital nº 18

Arte: fotos do acervo do Museu Histórico

Nacional – MHN/Ibram e arte-finalização de Jamile Costa Sallum – Correios (MHN) e Lidia Marina Hurovich Neiva – Correios (Palácio dos Correios)

Processo de Impressão: Ofsete

Papel: cuchê gomado

2 Blocos com 1 selo cada

Valor facial: R$ 6,50 (cada)

Tiragem: 12.000 blocos (cada)

Área de desenho: Ø 31,4mm (MHN) e 30 x 40 mm (Palácio dos Correios)

Dimensão do selo: Ø 31,4mm (MHN) e 30 x 40mm (Palácio dos Correios)

Dimensão do bloco: 137 x 63mm (MHN) e 137 x 85mm (Palácio dos Correios)

Picotagem: 11,5 X 11,5 (MHN) e 12 x 11,5 (Palácio dos Correios)

Data de emissão: 15/11/2022

Locais de lançamento: Rio de Janeiro/RJ (MHN) e São Paulo/SP (Palácio dos Correios)

Impressão: Casa da Moeda do Brasil


edital_18_2022_bicentenario_independencia_predios_historicos
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New Issue | Bicentenary of Independence - Historic Buildings

About the Souvenir

Sheets This postal issue has two souvenir sheets. The first presents the image of the National Historical Museum of Rio de Janeiro - MHN, which has the shape of the numeral 100 of the mark of its centenary. In the cutout on the left we have the image of the main façade of the MHN, highlighting the Minerva Gate and on the right the image of the Altar of Oxalá by Emanoel Araújo. The second brings the illustration of the façade of the Palácio dos Correios (Correios Palace) building with its eclectic architecture. A traditional drawing with Indian ink based on photography was made, painted in watercolor and digitally art finished.


Historic Buildings: Correios Palace - SP and National Historical Museum – RJ

The Philately of Correios ends its celebrations of the Bicentennary of Independence with the last issue that highlights two buildings that were inaugurated on the occasion of the festivities of the centenary of independence in 1922: the Palácio dos Correios (Correios Palace) – SP and the Museu Histórico Nacional (National Historical Museum) – RJ. The next few paragraphs tell their stories.

Correios Palace of São Paulo

The Palácio dos Correios de São Paulo (Correios Palace of São Paulo) was inaugurated in 1922, in the context of the celebrations of the centenary of the independence of Brazil. The place chosen for the construction was the confluence of Verdi Square (today Pedro Lessa Square) with São Jõao Avenue. This choice met a demand for occupation of urban spaces on the west riverside of the Anhangabaú River. Already at the turn of the 19th century to the 20th, the hill between the Anhangabaú and Tamanduateí rivers no longer had areas of expansion and real estate interests began to turn to that region, until then undervalued.

The proposed urban model was inspired by that of Paris. Thus, the Ramos de Azevedo office was commissioned to design the new building, which would bring together in a single block the postal and telegraph services, although both were run by different public agencies at that time. Under the command of the architects Domiziano Rossi and Felisberto Ranzini, a building was designed with a great wealth of decorative details, marked by organic forms. Shells, palms, pearls, arabesques and columns of Greek inspiration make up an important part of the external and internal environments of public access.

The high ceilings and the monumentality of the façades are defining elements of the eclectic Palace concept. The façades seek harmony and symmetry. This effect is achieved with the use of odd-numbered openings, which allow the centering of one element and the balanced distribution of the other elements to the right and left. Each of the four levels of the building brings together different decorative elements, especially marked on the windows, revealing the intention to show abundance and diversity. The architectural conception of both the internal and external environments seeks to reinforce the European heritage of Brazil, to the detriment of the manifestations received from other cultures. It is a movement that was aligned with the efforts of the Brazilian state to engage with the most relevant nations in that quadrant of history. Newly born, the Brazilian Republic was still stuck to the standards of imperial traditions, in aesthetic references and in the conduct of international politics.

Finally, the Palácio dos Correios, built between 1920 and 1922, did not rely on noble, sophisticated or exotic materials, but on the refinement of construction professionals, guided by a well-designed project. The inauguration took place in October 1922, just a few days before the end of the presidential term of Epitácio Pessoa, on November 15.

Centro Cultural Correios São Paulo (São Paulo Correios Cultural Center)

National Historical Museum

The National Historical Museum (MHN) was created in 1922, in the city of Rio de Janeiro (when it was still the capital of Brazil), to expose the history of the country that was then one hundred years old. A federal institution linked to the Brazilian Institute of Museums (IBRAM) of the Special Secretariat of Culture of the Ministry of Tourism, it is considered one of the largest and oldest history museums in Brazil. Located in the city center of Rio de Janeiro, it occupies an architectural complex that, between the colonial period and the beginning of the Republic, was used for military activities, consisting of the Casa do Trem (Military Warehouse, 1762) and the Arsenal de Guerra (War Arsenal, 1764)1 . MHN is recognized as a reference for the field of museology and heritage in Brazil. It was there that, in 1932, the first Museum Course in Latin America was created – Current School of Museology of the Federal University of the state of Rio de Janeiro (Unirio). And, in 1934, conceived the first federal department of heritage preservation, the Inspectorate of National Monuments (IMN), extinct in 1937, with the establishment of the National Historical and Artistic Heritage Service, current IPHAN.

Listed by the Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (National Artistic and Historical Heritage Institute, IPHAM), in 2009, inscribed in the historical Tomb book, MHN has more than 300 thousand objects under its custody, they are collections of various typologies, such as painting, furniture, clothing, armory, textual documents, etc. It preserves the largest collection of numismatics in Latin America and one of the most important in the world, totaling 150,286 pieces, distributed among coins, medals, decorations, stamps, etc.

Currently, it has an area of 9,000m2 open to the public, occupied with exhibition halls, library, archives, technical reserves and conservation and restoration laboratory. The history of Brazil represented there is divided into 6 exhibition modules, organized according to thematic and chronological criteria. The Epitácio Pessoa Patio, better known as “dos canhões” (the cannons), due to the collection exhibited there, is the oldest part of the circuit, referring to the first decade of operation of the MHN. “From mobile to automobile: transiting through history” is another exhibition located on the ground floor of the building, dedicated to the collection of land means of transport. “Oreretama”, “Portugueses no mundo” (Portuguese in the world), “Construção do Estado” (Building the State) and “Cidadania em construção” (Citizenship in construction), located on the second floor, constitute a narrative about the history of Brazil, from the original peoples to the current republican period.

National Historical Museum

1 At the time of the creation of the MHN, the architectural ensemble included the Fort St. James (1603), which since 1939 no longer exists.


Technical Details

Stamp issue N. 18

Art: photos of National Historical Museum – MHN/Ibram collection and art-finishing of Jamile Costa Sallum – Correios (MHN) and Lidia Marina Hurovich Neiva - Correios (Correios Palace)

Print system: offset

Paper: gummed chalky paper

2 Souvenir sheets with 1 stamp each

Facial value: R$ 6.50 (each)

Issue: 12,000 souvenir sheets (each)

Design area: Ø 31,4mm (MHN) and 30 x 40 mm (Correios Palace)

Stamp dimensions: Ø 31,4mm (MHN) and 30 x 40mm (Correios Palace)

Souvenir sheet dimensions: 137 x 63mm (MHN) and 137 x 85mm (Correios Palace)

Perforation: 11.5 X 11.5 (MHN) and 12 x 11.5 (Correios Palace)

Date of issue: November 15th, 2022

Places of issue: Rio de Janeiro/RJ (MHN) and São Paulo/SP (Correios Palace)

Printing: Brazilian Mint

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