Centenário da Academia Brasileira de Ciências


Originada nas dependências da Escola Politécnica, em reuniões informais de um grupo de professores dessa Escola, a Sociedade Brasileira de Ciências foi   fundada em 3 de maio de 1916, na cidade do Rio de Janeiro, então capital da República. O grupo logo recebeu a adesão de docentes de outras faculdades e de pesquisadores de instituições científicas, como o Museu Nacional, o Observatório Nacional, o Serviço Geológico e Mineralógico e o Instituto de Medicina Experimental de Manguinhos, atual Instituto Oswaldo Cruz.

Os principais objetivos da Sociedade Brasileira de Ciências eram estimular a continuidade do trabalho científico de seus membros, o desenvolvimento da pesquisa brasileira e a difusão do conceito de ciência como fator fundamental do desenvolvimento tecnológico do país.

Na sessão de 16 de dezembro de 1921, a Sociedade passa a chamar-se Academia Brasileira de Ciências, de acordo com o padrão internacional da época. A Academia liderou e influenciou na criação de diversas instituições, tais como: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sociedade Brasileira de Química (SBQ), Universidade de São Paulo (USP), Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Os últimos anos vêm sendo marcados por um esforço de redefinição da missão da Academia e a diversificação de suas funções dentro do cenário nacional e internacional contemporâneo.

Os Correios registram o Centenário da Academia Brasileira de Ciências com a emissão de um selo que entra em circulação em 3 de maio de 2016.

SOBRE O SELO

O selo apresenta, sobre um fundo branco, a logomarca do centenário da  Academia Brasileira de Ciências, que sintetiza a relevância do trabalho da ABC ao  longo de cem anos. Trata-se de uma composição estilizada, em verde e   amarelo, com o numeral 100 justaposto à denominação da Academia. O primeiro zero, dividido verticalmente ao meio, mostra, à esquerda, o ano da fundação,   1916, e, à direita, 2016, o ano do centenário. O conjunto remete à brasilidade, celebrando o centenário da prestigiada instituição. As legendas também foram grafadas nas cores verde e amarelo,exaltando a importância histórica e científica da entidade para o Brasil. Foram usadas as técnicas de desenho vetorial e computação gráfica.


ABOUT THE STAMP

The stamp shows the logo of the centenary of the Brazilian Academy of Sciences against a white background.The logo synthesizes the importance of the work of the ABC over the last onehundred years. It is a stylized composition in green and yellow, with the number 100 juxtaposed with the name of the Academy. The first zero, split vertically down the middle shows, on the left, the year the Academy  was founded, 1916, and on the right, 2016, the centenary year. The set portrays brasilidade, celebrating the centenary of the prestigious institution. The captions were also printed in green and yellow, representing the historical and scientific importance of this entity to Brazil. Techniques used include vector design and computer graphics.


DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 5

Arte: Sandra Frias

Processo de impressão: ofsete

Folha: 24 selos

Papel: cuchê gomado

Valor facial: Primeiro Porte Carta

Comercial

Tiragem: 360.000 selos

Dimensão do selo: 59mm x 25mm

Área de desenho: 54mm x 20mm

Picotagem: 11,5 x 12

Data de emissão: 03/05/2016

Local de lançamento: Rio de Janeiro/RJ

Impressão: Casa da Moeda do Brasil

Versão: Departamento de Gestão Cultural/Correios

Código de comercialização: 852012101


TECHNICAL DETAILS

Stamp issue n. 5

Art: Sandra Frias

Print system: offset

Sheet size: 24 stamps

Paper: gummed chalky paper

Face value: First Class Rate for Domestic

Commercial Mail

Issue: 360,000 stamps

Stamp dimension: 59mm x 25mm

Design area: 54mm x 20mm

Perforation: 11.5 x 12

Date of issue: May 3rd, 2016

Place of issue: Rio de Janeiro/RJ

Printing: Brazilian Mint

English version: Department of Cultural Management/Correios Brasil.


Centenário da Academia Brasileira de Ciências – ABC

Com esta emissão comemorativa, os Correios divulgam o relevante trabalho desenvolvido pela Academia Brasileira de Ciências ao longo de um século dedicado às ciências e ao Brasil. 100 anos de realizações em prol do Brasil A Academia Brasileira de Ciências completa 100 anos no dia 3 de maio de 2016. Criada como Sociedade Brasileira de Sciencias por um grupo de cerca de 50 cientistas, dentre os quais Henrique Morize, seu primeiro presidente, Edgar Roquette-Pinto, Oswaldo Cruz e Juliano Moreira, com o objetivo principal de propiciar condições para o desenvolvimento da ciência básica. Em seu processo de criação, a Academia e os acadêmicos estiveram envolvidos em atividades  importantes para a sociedade brasileira, como a introdução da radiodifusão no país (1923), que teve como principal incentivador Roquette-Pinto, e a criação, em 1924, da Associação Brasileira de Educação (ABE). A Academia teve atuações  expressivas com relação à institucionalização da ciência no país, como a que culminou na criação do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (Capes), em 1951. Várias  instituições de pesquisa importantes tiveram sua origem no Conselho  Deliberativo do CNPq, com participação da ABC. Esta teve, ainda, atuação  destacada nos processos que levaram à criação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em 1969, e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), em 1971. A Academia apoiou diretamente a criação do sistema de “avaliação por pares”, ampliando a participação direta da comunidade científica nos processos decisórios, de formulação e execução de políticas públicas em ciência e tecnologia. Com 100 anos de atividade ininterrupta, a ABC conquistou grande projeção internacional, articulando-se e trabalhando em conjunto com as academias de ciências de todo o mundo. Ao longo de sua história, recebeu inúmeros cientistas renomados, muitos dos quais se tornaram membros correspondentes, dentre eles Albert Einstein, Marie Curie e outros de porte semelhante. A ABC mantém, desde 1917, sua revista científica de caráter interdisciplinar, os Anais da Academia Brasileira de Ciências, que é a publicação cientifica mais tradicional do país. A ABC tem um papel muito importante na consolidação da pesquisa científica no Brasil. A produção científica de seus membros constitui um conjunto de trabalhos científicos de alta qualidade em diversas áreas do conhecimento. Muitos destes trabalhos resultaram em grande contribuição à Ciência, assim como em aplicações e inovações tecnológicas e sociais de alta relevância para o país. Nas últimas décadas, a Academia tem dado importante apoio à sociedade brasileira, promovendo seminários científicos de alto nível, fomentando a colaboração regional e internacional entre cientistas e produzindo documentos que servem de base para políticas públicas em temas de grande importância para a nossa sociedade, como a Amazônia, os recursos hídricos, as doenças negligenciadas e a educação em todos os níveis de ensino. Atualmente, a Academia se divide em dez áreas especializadas: Ciências  Matemáticas, Ciências Físicas, Ciências Químicas, Ciências da Terra, Ciências   Biológicas, Ciências Biomédicas, Ciências da Saú- de, Ciências Agrárias, Ciências da Engenharia e Ciências Humanas. Em 2007, foram criadas seis  vice-Presidências regionais: Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Centro- Oeste, Norte, Nordeste e Espírito Santo, visando descentralizar as ações da ABC  e identificar talentos em todo o país. Encerrando uma busca quase centenária de uma sede à altura de sua importância, a Academia recebeu, em 2014, três andares de um prédio histórico, doado à Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (FAPERJ), pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Localizado no corredor cultural do centro do Rio de Janeiro, o edifício está sendo restaurado para se tornar, em breve, o Palácio da Ciência. A Celebração do Centenário Para organizar a comemoração do seu Centenário, a ABC compôs uma Comissão, formada por representantes de instituições renomadas no cenário nacional de ciência, tecnologia e inovação – CT&I, nomes muito caros à ciência brasileira. Representantes dessa Comissão supervisionaram o desenvolvimento de uma cuidadosa pesquisa histórica textual e iconográfica, para dar consistência ao conteúdo dos diversos instrumentos de divulgação do Centenário, adequados aos mais diversos públicos. A Reunião Magna da ABC, encontro científico anual, que conta com a participação de célebres cientistas, tanto brasileiros como estrangeiros, realizada, nessa ocasião, em parceria com o Museu do Amanhã, novo e belíssimo  espaço construído no Rio de Janeiro com foco em ciência, tecnologia e inovação. A  Academia, desse modo, comemora esses 100 anos em grande estilo,  contribuindo para a divulgação da ciência brasileira, das instituições científicas e  dos cientistas brasileiros, visando o benefício da sociedade, no presente e no  futuro.


Academia Brasileira de Ciências


Brazilian Academy of Sciences Centenary

With this commemorative edition, the Brazilian Post Office highlights the Brazilian Academy of Sciences (BAS) relevant work in over a century dedicated to science and to Brazil. 100 years of accomplishments in favor of Brazil The Brazilian Academy of Sciences 100th Anniversary will be on May 3rd, 2016. First named Brazilian Society of Sciences, It was founded by a group of around 50 scientists, among them Henrique Morize (its first President), Edgar Roquette-Pinto, Oswaldo Cruz and Juliano Moreira, and had as main goal to provide conditions for the development of basic science. In the process, the Academy and the academicians were involved in important activities for the Brazilian society, such as the introduction of broadcasting in the country (1923), which had as main supporter Roquette-Pinto, and the creation, in 1924, of the Brazilian Education Association (ABE). The Academy played a significant role in the institutionalization of science in the country, such as the creation of the National Council for Scientific and Technological Development (CNPq) and of the Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (CAPES), in 1951. Several major research institutions had their origin in the Deliberative Council of the CNPq, with BAS’s participation. Notably the Academy has also acted in the processes that led to the creation of the Brazilian Innovation Agency (Finep), in 1969, and the Scientific and technological National Development Fund (FNDCT), in 1971. The Academy directly supported the creation of the “peer review” system, expanding the directparticipation of the scientific community in decision-making, formulation and execution of public policies in science and technology. With 100 years of uninterrupted activity, BAS obtained great international projection, articulating and working in conjunction with Science Academies around the world. Throughout its history, it has welcomed numerous renowned scientists, many of whom have become corresponding members, among them Albert Einstein, Marie Curie and others of similar importance. Since 1917, BAS maintains its interdisciplinary scientific journal, the Annals of the Brazilian Academy of Sciences, which is the most traditional scientific publication in the country. BAS plays a very important role in the consolidation of scientific research in Brazil. The scientific production of its members constitutes a set of high-quality scientific work in several areas of knowledge. Many of these works resulted in great contribution to science, as well as in social and technological innovative applications highly relevant to the country. In the last few decades, the Academy has given important support to the Brazilian society, promoting high-level scientific seminars, en-couraging  regional and international cooperation between scientists -and producing documents that supports public policy on issues of great importance to our society such as the Amazon Region, water resources, neglected diseases and education at all levels. Currently, the Academy comprehends ten areas: Mathematical Sciences, Physical Sciences, Chemical Sciences, Earth Sciences, Biological Sciences, Biomedical Sciences, Health Sciences, Agricultural Sciences, Engineering Sciences and Social Sciences. In 2007, six regional vice-presidencies were created: South, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais and the Mid-west, North, Northeast and Espírito Santo, in order to decentralize BAS activities and identify scientific talents across the country. Ending a nearly centenary quest for a headquarters worthy of its importance, the Academy received, in 2014, three floors of a historic building, donated to Carlos Chagas Filho Research Support Foundation (FAPERJ) by the State Government of Rio de Janeiro, and to be shared by both BAS and FAPERJ. Located in the cultural Center of Rio de Janeiro, the building is being restored and will soon become the Palace of Science. The Celebration of the Centenary To organize the celebration of its Centenary, BAS created a Commission, formed by representatives of renowned institutions on the national science, technology and innovation scenario. Members of this Commission supervised the development of a careful iconographic textual and historical research, to give consistency to the content of various instruments for the dissemination of the centenary, suitable to various audiences. BAS Magna Annual Meeting has the participation of renowned Brazilian and foreign scientists and holds, on this occasion, in partnership with the Museum of Tomorrow (Museu do Amanhã), a new and beautiful space built in Rio de Janeiro with focus on science, technology and innovation. The Academy celebrates these 100 years in style, contributing for the dissemination of scientific institutions and Brazilian scientists to benefit the society now and in the future.


Brazilian Academy of Sciences

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