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Emissão Postal Especial -Flores da Mata Atlântica

        
Selos                                                                    Carimbos                        Selo auto adesivo

                        
Mini folha                                                          Folha auto adesiva

SOBRE OS SELOS

Os selos desta emissão foram concebidos levando em consideração o equilíbrio entre formas e cores das flores escolhidas: O ipê branco – Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith, o ipê rosa – Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos, a begônia – Begonia angularis Raddi e o antúrio – Anthurium lucioi Nadruz . As flores foram dispostas procurando lembrar uma simetria com uma espécie de flor em cada selo, emolduradas por suas folhas, compondo uma quadra harmonizada. Foi usada a técnica de computação gráfica para todo o processo criativo, desde a composição, linhas até a finalização da pintura e inserção de tipografia.

ABOUT THE STAMPS

The stamps presented in this issue were created considering the balance between shapes and colors of the chosen flowers: ipê branco – Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith, ipê rosa – Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos, begonia – Begonia angularis Raddi and anthurium – Anthurium lucioi Nadruz. Flowers were arranged to resemble the symmetry of the flower in each stamp, framed by its leaves, composing a picture. The computer graphics technique was used for the whole creative process, from the composition, lines to the painting finishing and typography insertion.

 

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 9
Arte: Camila Sena Hott
GOMADOS
Processo de Impressão: ofsete + resina aromática
Folha: 24 selos (6 de cada)
Papel: cuchê gomado
Valor facial: R$2,55
Tiragem: 480.000 selos
Área de desenho: 35mm x 25mm
Dimensão do selo: 40mm x 30mm
Picotagem: 11,5 x 12
AUTOADESIVOS
Processo de Impressão: ofsete
Folha: 24 selos
Papel: cuchê autoadesivo
Valor facial: 1º Porte Carta Comercial
Tiragem: 960.000 selos
Área de desenho: 34mm x 24mm
Dimensão do selo: 40mm x 30mm
Picotagem: semicorte com “BR”
Data de emissão: 22/09/2017
Locais de lançamento: Rio de Janeiro/RJ e Curitiba/PR
Impressão: Casa da Moeda do Brasil
Versão: Departamento de Varejo e Outros Negócios/Correios
Código de comercialização:
Gomado: 852012462
Autoadesivo: 852012454

TECHNICAL DETAILS

Stamp issue N. 9
Art: Camila Sena Hott GUMMED
Print system: offset + aromatic resin
Sheet: 24 stamps (6 of each)
Paper: gummed chalky paper
Facial value: R$2.55
Issue: 480,000 stamps
Design area: 35mm x 25mm
Stamp dimensions: 40mm x 30mm
Perforation: 11,5 x 12
SELF-ADHESIVE
Print system: offset
Sheet: 24 stamps
Paper: self adhesive chalky
Facial value: 1st class rate for commercial domestic mail
Issue: 960,000 stamps
Design area: 34mm x 24mm
Stamp dimensions: 40mm x 30mm
Perforation: cut to shape with BR
Date of issue: September 22nd , 2017
Places of issue: Rio de Janeiro/RJ e Curitiba/PR
Printing: Brazilian Mint
English version: Department of Retail and Trade/ Correios Brasil
Code:
Gummed: 852012462
Auto adhesive: 852012454

Flores da Mata Atlântica


A Mata Atlântica é uma das florestas mais ricas em biodiversidade de plantas no planeta. Os Correios destacam nesta emissão quatro espécies de flores deste bioma: o ipê-rosa, o ipê-branco, a begônia e o antúrio, duas delas são endêmicas do Brasil.
Ipê-rosa, Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos Árvore da casca grossa de flor rosa, com ramos cilíndricos e glabros, folhas opostas e pecíolo cilíndrico e glabro. Lâmina foliar membranácea, composta de cinco a sete folíolos elípticos, com margens serreadas, base aguda a obtusa e ápice acuminado. Flor pedicelada com sépalas esverdeadas, 5-lobadas e pelos esparsos, pétalas tubulosas, rosadas com manchas alvas ou amareladas. Fruto em forma de cápsula, alongado. Espécie longeva, podendo atingir até 800 anos, comum na Mata Atlântica, também encontrada no Cerrado, com distribuição nas regiões Sul, Sudeste, nos estados da Bahia, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Floresce e frutifica nos meses de julho, agosto e setembro. A madeira é utilizada em obras externas e possui potencial ornamental, principalmente na arborização de ruas, avenidas e praças. Possui conhecida utilização na medicina alternativa, sendo rico em potássio, cálcio, ferro, bário, estrôncio e iodo, com potencial antibiótico. É uma espécie recomendada para recuperação de ecossistemas degradados. Possui crescimento rápido, dependendo das condições climáticas.
Ipê-branco, Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith Árvore da casca grossa de flor branca, de ramos cilíndricos e glabros. Possui folhas opostas de pecíolo cilíndrico, longo e glabro a pubescente, lâmina foliar cartácea, composta de três folíolos elípticos a obovados, com margem inteira, base arredondada a raramente cordada e ápice acuminado. Flores com sépalas esverdeadas a vináceas e pilosas, pétalas em forma de tubo rosadas a esbranquiçadas, com a parte superior interna com estrias amareladas. Fruto cápsula alongado. Com distribuição na Mata Atlântica nas Regiões Sudeste e Nordeste, podendo alcançar o Cerrado e a Caatinga, nos estados da região Centro-Oeste, Pará e Tocantins. Floresce em maio, setembro e outubro e perde completamente as folhas durante esse período. Sua floração dura poucos dias. Na construção civil a madeira do ipê-branco pode ser utilizada em acabamento externos. Muito utilizada em ornamentação de ruas, avenidas, praças e jardins, e útil em reflorestamentos na recomposição da vegetação arbórea.
Begônia, Begonia angularis Raddi Possui esse nome em homenagem a Michel Begon (1638-1710), francês, militar e colecionador de plantas. Espécie herbácea a subarbustiva de lâmina foliar com forma ovada a lanceolada, com base assimétrica, margem levemente ondulada a denteada, de período anguloso, nervuras palmadas, de coloração esverdeada na face superior e avermelhada na inferior. Flores femininas separadas das masculinas, esbranquiçadas a rosadas com quatro a cinco tépalas. Frutos em forma de cápsula oblonga a ovada. Endêmica do Brasil e exclusiva da Mata Atlântica, crescendo em áreas úmidas e sombreadas com distribuição nos estados do Sudeste, Bahia e Paraná. Floresce de abril a junho e frutifica de julho a setembro e pode ser encontrada na Floresta Pluvial  Atlântica, Campos Altimontanos, floresta Ripária e mata de Restinga. As espécies de begônias são muito utilizadas em ornamentação pelas folhagens e, também, pelas belas flores. Recomendadas em vasos ou jardineiras, bem como diretamente no chão.
Antúrio, Anthurium lucioi Nadruz Flores em forma de rabo. Espécie herbácea, podendo ser encontrada como terrestre ou crescendo em cima de pedras (rupícola). Tem como características principais a forma ovada a lanceolada da lâmina foliar, com a base obtusa ou truncada. Possui nervuras coletoras retilíneas, que saem um pouco acima da base laminar, tornando-se curvilíneas. As flores são reunidas numa estrutura denominada espádice, protegido por uma folha modificada, denominada espata, de colora- ção esverdeado-alvacenta. Frutos de coloração esverdeada. Espécie endêmica do Brasil e da Mata Atlântica, encontrada somente na zona da mata e sul de Minas Gerais, nas serras da Mantiqueira e do Caparaó, até o vale do Paraíba paulista na serra da Bocaina. É considerada rara e em perigo. Cresce em locais úmidos e sombreados em floresta ombró fila altomontana, na faixa altitudinal entre 900-1600 m. Espécie considerada indicadora de áreas preservadas, não tolerando locais desmatados. Descoberta em 2004 numa expedição à Serra do Araponga, no município de Araponga em Minas Gerais.

Marcus A. Nadruz Coelho
Pesquisador Titular do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Flowers of the Atlantic Forest

The Atlantic Forest has one of the richest plant biodiversity on the planet. Correios intends to emphasizes in this issue four flowers species of this biome: ipê-rosa, ipê-branco, begonia and anthurium, two of them are endemic to Brazil.
Ipê-rosa, Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos It has thick a tree bark and produces pink flowers, with cylindrical and glabrous branches, opposite leaves and cylindrical and glabrous petiole. Membranous leaf lamina, composed by five to seven elliptic leaflets, with serrated edges, the leaves can have an acute to obtuse base and an acuminate apex. Pedicellate flowers with greenish sepals, 5-lobes and scattered hairs, tubular, pink petals with blotches or yellowish spots. Fruit shaped capsule, elongated. It is a long-lived species, which can reach up to 800 years, common in the Atlantic Forest, also found in the Cerrado ecoregion, common in the South, Southeast regions of Brazil, Bahia, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso and Mato Grosso do Sul. It blooms and produces fruits in July, August and September. The wood is used in external construction works and has ornamental potential, mainly to be planted in the streets, avenues and squares. It has a well-known use in alternative medicine, being rich in potassium, calcium, iron, barium, strontium and iodine, with antibiotic potential. It is a recommended species for the recovery of degraded ecosystems. It has fast growth, depending on the weather conditions.
Ipê-branco, Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith Thick bark tree which produces white flowers, cylindrical and glabrous branches. It has opposite leaves of cylindrical petiole, long and glabrous to pubescent, leaf lamina with paper texture, composed of three leaflets elliptic to obovate, with whole edge, rounded to rarely cordate base and an acuminate apex. Flowers with greenish to vinaceous and hairy sepals, tube-shaped pink to whitish petals, with inner upper part with yellowish streaks. elongated Fruit capsule. Widespread in the Atlantic Forest of the Southeast and Northeast Regions of Brazil, being able to reach the Cerrado and the Caatinga ecoregions, in the Central-west region States, Pará and Tocantins. It blooms in May, September and October and completely loses leaves during this period. Its flowering lasts a few days.In civil construction, the ipê-branco wood can be used in external finishing. Commonly used in streets, avenues, squares and gardens ornamentation, and useful in reforestation and restoration of arboreal vegetation.
Begonia, Begonia angularis Raddi It bears this name in honor of Michel Begon (1638-1710), a French official, as well as a passionate plant collector. Herbaceous, this sub-shrub species has a leaf blade with angular petiole, with ovate to lanceolate form, asymmetric base, slightly wavy to jagged edges, veined veins, greenish color in the upper face and reddish in the inferior one. Female flowers separated from masculine, whitish to pink flowers with four to five tepals. Fruits shaped oblong to ovate capsule. Endemic to Brazil and exclusive to the Atlantic Forest, growing in wet and shaded areas common in the Southeast region, Bahia and Paraná states. It blooms from April to June and produces fruits from July to September and can be found in the Atlantic Rain Forest, Alti-montane grasslands, Riparian forest and Restinga forests.
Begonias species are commonly used in ornamentation by its foliage and, also, by the beautiful flowers. Recommended in pots or beds as well as directly on the floor. Anthurium, Anthurium lucioi Nadruz Tail-shaped flowers. This herbaceous species, can be found as terrestrial or growing on top of stones (Lithophytes). Its main features are the oval to lanceolate leaves, with the obtuse or truncated base. It has rectilinear collecting roots, which grows a little above the laminar base, becoming curvilinear. The flowers are assembled in a structure called the spadix, protected by a modified leaf, called spathe, of a greenish-white color. It produces greenish fruits. Endemic species to Brazil and the Atlantic Forest, found only in the forest area and south of Minas Gerais, in the Mantiqueira and Caparaó mountains, to the Paraíba valley in Sao Paulo to the serra da Bocaina. It is considered a rare and endangered species. It grows in humid and shady places in an alti-montane ombrophilous forest, in the altitudinal range between 900-1600 m. This species is considered an indicator of preserved areas, not tolerating deforested sites. Discovered in 2004 in an expedition to the Serra do Araponga, in the municipality of Araponga in Minas Gerais

Marcus A. Nadruz Coelho
Titular Researcher at the Rio de Janeiro Botanical Garden Research Institute


Edital 09/2017