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Umbanda-Sincretismo Religioso Brasileiro

Correios emitem selo Umbanda - Sincretismo Religioso Brasileiro.

Sobre o Selo

O selo, sobre um fundo vermelho, focaliza a imagem do fundador da Umbanda, Zélio Fernandino de Araújo, representado por uma pintura, de autoria do artista Claudio Gianfardoni. Para a representação dos fundamentos da Umbanda, o selo destaca, também, dois atabaques, instrumento musical utilizado na prática dos rituais de Umbanda e o símbolo oficial dessa religião, reforçando a sua abrangência nacional. Na parte inferior do selo, encontra-se uma faixa verde sobre a qual se lê o título da emissão: “Umbanda – Sincretismo Religioso Brasileiro”, em letras amarelas, conjunto que nos reporta à brasilidade da Umbanda e à sua presença em todo o País. A técnica utilizada foi desenho digital.


Detalhes Técnicos

Edital nº 9
Artista: Lidia M. H. Neiva
Pintura: Cláudio Gianfardoni
Processo de Impressão: Ofsete
Folha: 30 selos
Papel: Cuchê gomado
Valor facial: 1º Porte Carta Comercial
Tiragem: 600.000 selos
Área de desenho: 40mm x 30mm
Dimensões do selo: 40mm x 30mm
Picotagem: 11,5 x 1
Data de emissão: 13/5/2014
Locais de lançamento: Brasília/DF, Salvador/BA, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP
Impressão: Casa da Moeda do Brasil
Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2017.
Código de comercialização: 852009798

Umbanda – Sincretismo Religioso Brasileiro


Zélio Fernandino de Moraes é considerado por milhões de brasileiros o Pai da Umbanda. Única religião nascida em território brasileiro, tendo como elementos os valores e tradições do nosso povo, formado por brancos, negros africanos, europeus e nativos que aqui viviam quando da chegada dos colonizadores.
Conta sua história que, em 1908, apenas um adolescente, Zélio, manifestado por um espírito, foi levado por seu pai a uma mesa kardecista, onde constatou que a maioria das entidades espirituais ali manifestadas era constituída por brancos educados, figuras notáveis ou, ainda, aqueles que, em vida, pertenceram aos segmentos superiores da sociedade de então. Discordando desse conceito, a entidade indagou aos presentes porque não poderiam se manifestar nessas sessões aqueles que, em vida, foram pessoas simples e ex-escravos negros (base do povo brasileiro): Não seriam estes filhos do mesmo Deus? Não teriam o mesmo direito de se manifestar?
Assim, anunciou nessa mesma ocasião que, no dia seguinte, em sua casa, em São Gonçalo das Neves/RJ, haveria uma mesa posta para todo espírito que quisesse se manifestar, independentemente do que havia sido em vida, afirmando: com os espíritos evoluídos e sábios aprenderemos, aos atrasados ensinaremos e a nenhum negaremos uma oportunidade de comunicação. Zélio assumiu de tal forma essa manifestação, que dedicou sua vida à luta contra a discriminação racial e a todas as formas de intolerância.
Abnegado, quando encontrava uma pessoa caída na rua, a levava à sua própria casa, tratando-a como se fosse um irmão ou um filho. Cuidava de suas enfermidades, sempre minimizando seus sofrimentos e criando condições para que voltasse a ter o respeito da sociedade.
Sincero, desinteressado e altruísta, Zélio foi o exemplo que fez crescer no Brasil a Umbanda, forma singela de espiritismo, totalmente dedicada às carências de nossa gente. A semente plantada em 15 de novembro de 1908 abriga hoje milhões de seguidores. A Empresa Brasileira de Correios e  Telégrafos por meio desta emissão, ressalta a importância da Umbanda, uma religião verdadeiramente sincrética no contexto sociocultural.


Ronaldo Antonio Linares
Decano, sacerdote umbandista