Lançamento oficial “Centenário Santos Futebol Clube”
23/04/2012
24º Encontro Paulistano de Filatelia
18/05/2012
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Boletim Informativo nº 02 da S.P.P.

17O Boletim Informativo da Sociedade Philatelica Paulista completou no ultimo mes de Janeiro/2012, 86 anos de existencia, em suas paginas estão escritas boa parte da história da filatelia nacional. Hoje passamos a reproduzir de forma integral os textos nela impressos.
Usamos a grafia daqueles tempos, pois é nosso dever manter viva a memoria filatelica de nossa associação, usamos um pouco de cor nos titulos para uma melhor visualização e é com muito orgulho que nestes textos abaixo vamos descobrindo a grandiosidade da formação da Sociedade Philatelica Paulista.
Aproveitem as informações nele contidas, vejam como a S.P.P. participava e participa até hoje dos grandes eventos filatélicos mundiais.
Este com certeza vai emocionar a todos que participam e fazem a história da nossa sociedade, é o segundo numero, teremos mais 209 pela frente, e contamos com a colaboração de nossos associados para realizar essa tarefa e manter a memória da S.P.P. em seu devido e grandioso lugar!
Divirtam-se!!!!

                                            Boletim
da
Sociedade Philatelica Paulista
Orgão Official da S.P.P
nº 02 Março de 1926

A numeração dos Sellos
Por Jose’ Kloke
(continuação)

Novo desenho de um sello, ou modificações do desenho constituem DIFFERENÇAS TYPICAS. Naturalmente as modificações devem ser patentes e notaveis e a prova de sua existencia não deve depender estudos exactos com lentilha e microscopia; porque taes differenças deixam de ser differenças typicas e só podem ser classificadas como variedades.
Como modificações de menor importancia, mas assim mesmo patentes e facilmente visiveis, citamos aqui a catalogação dos sellos da Prussia (Yvert 6-7-8 e 11-12-13) os primeiros com fundo unido, os ultimos com fundo quadriculado. No Brasil temos sellos de 100 Reis de 1883 de linhas cruzadas ou parallelas nos fundos. Na numeração dos sellos franceses Yvert, nos numeros 44-45 e 46 cataloga 3 sellos typos de 20 centimos, cujos 2 primeiros unicamente se distinguem pela forma da sombra entre o pescoço e rosto, que no  44 é formada por pontos _ no 45 por linhas. O 46 além disto tem algarismos e inscripções maiores. Senf neste caso discorda do Yvert, porem se nos numeros 44 e 45 podia-se discutir a importancia da differença_a legenda maior do 46 parece nos exigir a classificação como sello typo.
Até onde vai o catalogo Yvert na classificação de sellos typos, quando assim lhe convem, podemos verificar da emissão de França de 1876/77.
Encontramos lá enumerados como sellos typos sob os numeros 61 até 72 e 74 até 82 sellos cuja unica differença consiste na collocação do nome do desenhista, que nos primeiros acaba antes da letra L nos outros antes da letra B, de REPUBLICA.
Se o Yvert em casos semelhantes procedesse da mesma maneira e os outros catalogos seguissem a mesma orientação, teriamos um exemplo muito instructivo, quão insignificante pode ser a differença no desenho ou até de uma cousa, que só tem relação com o desenho, para determinar, que o sello seja considerado novo typo. Mas infelizmente em outros casos, modificações muitissimo mais importantes não tornam o sello, no Yvert, sello typo differente; e por isto mesmo este caso não nos pode servir de regra.
Os nossos sellos de 100 Reis da emissão “Cruzeiro” desde o inicio appareceram com pequenas differenças no desenho e nos algarismos por não ter havido na gravação das chapas o esmero com que devia ser feito este serviço.
Consideramos estas differenças accidentaes e insufficientes para catalogar os sellos omo selos typos differentes, tanto mais que o governo não pretendia emittir 3 sellos typos do mesmo valor, mais um só.
“Chapa Nova” por si só absolutamente não é synonimo de “desenho differente”. Podem ser usadas successivamente um grande numero de chapas novas na impressão de um sello sem que appareça differença apreciavel no desenho. Já na nossa 1ª emissão de 1843 foram feitas successivamente 6 chapas, que serviram para a impressão dos “Olhos de Boi”.
Passamos agora a um outro distinctivo; a “côr do sello”. Côr differente do mesmo valor e desenho, produz differença typica. A côr differente ordinariamente é a cor do desenho, mas não sempre necessario que o desenho seja reproduzido em outra côr para haver differença typica, alguma vez tambem é a côr do papel. assim por exemplo a differença typica da côr nos sellos de Bade nº 1 e nº 5 não é da impressão mas é do papel.
Precisamos porem fazer logo algumas restricções para a applicação desta regra para que não degenere em arbitrariedade. Encontramos nos catalogos exemplos que provam que para a differença typica entre 2 sellos do mesmo valor e desenho nem precisa uma mudança radical da côr. Differença notavel e constante dentro da mesma côr as vezes já é sufficiente para causar differença typica. O sello de 30 centavos da Argentina da emissão de 1899_quemais tarde (1903) passou de carmimá rouge é catalogado sob os Ns. 124 e 125 no Yvert e no Senf sob os Ns.108 e 119.
Tanto um como outro é vermelho, mas não obstante disto são sellos typos differentes. Se quizessemos tomar esta insignificante differença independente de outras circumstancias, por norma da classificação dos sellos de cores differentes, ja não se sabia onde começar e acabar e em vez de ordem e regra teriamos inevitavelmente a mais perfeita arbitrariedade. Vejamos por isto como se explica a catalogação mencionada e em que circumstancias se deu. O governo Argentino resolveu fazer depois da emissão de 1899 a emissão de alguns valores supplementares e, de outros valores em côres mudadas.
Assim o 12 cent. azul ficou côr de azeitona. Temos pois neste caso em primeiro lugar a intenção do governo e em segundo lugar a estabilidade das 2 côres. A’ primeira vista se distinguem os 2 sellos carmim e rouge. Estas duas circumstancias são essenciaes para a applicação da regra em casos identicos de differenças de côres.
Mudanças de côres causadas por incompetencia do pessoal da impressão na composição das tintas ou por outros defeitos technicos por maiores que sejam durate a emissão de um sello, não se considera motivo para distincção typica dos sellos. Temos na nossa emissão dos sellos do “Cruzeiro” differenças tão notaveis, que a côr primitiva desapparece completamente, mas nem por isto a differença de côr constitui differença typica.Nesta emissão não ha côr constante. No sello de 50 Reis por exemplo a côr verde passa para a côr de azeitona e afinal fica azul havendo de cada destas côres pelo menos uma meia duzia de tonalidades differentes bem pronunciadas. Não ha uma côr constante. Cada lote de sellos mostra sellos de côres muito differentes.
(continua)

                                                 CARIMBOS
E
MARCAS POSTAES NO BRASIL
PELO
DR. MARIO DE SANCTIS

Numerosos já se contam os estudiosos de carimbos, e marcas postaes, nos sellos ou nas sobrecartas; e na Europa, numerosas são as publicações e monographias a este respeito, tendo-se verificado que depois de uma primeira monographia, surgiu uma segunda, e assim por diante, pois que todo o especialista de um determinado paiz, considera sello do correio e carimbos como 2 elementos insepareveis.
No Brasil nada existe de semelhante_ao que nos consta_em que nossa literatura philatelica, que pode igualar-se aos qe temos visto com autoria dos nomes de Emilio Diena, Leopoldo Rivolta, Vitozzi, Dr. N. (Nic. Castellino) etc. sobre os carimbos Estense, Parma, Lombardo Veneto, Duas Sicilias, Napoles, etc. etc., sem falar dos autores Allemães.
No “Catalogo Historico dos Sellos Typos do Brasil” editado pela SOCIEDADE PHILATELICA PAULISTA, sob a competente direcção de J. Kloke, de passagem trata-se do  argumento; e na “Revista Mensile del C.F.I.” de Turim, nº 6 do mez de junho de 1921_publicando alguns clichés_tivemos ensejo, com poucas palavras, de chamar attenção dos especializados, sobre este novo material, cujas pesquisas dariam campo a estudos importantissimos.


Fig. N.1 Carimbo de TAUBATE

Até hoje não nos foi dado o prazer de ter visto uma publicação completa a respeito; e nossa tarefa tornou-se difficil, pois que ficamos quasi isolados. Pretendiamos conhecer alguns documentos; obter muito material que esperavamos conseguir; houvir opiniões de philatelistas e collecionadores antigos, para vermos si seria possivel organisar um trabalho o mais completo possivel sobre os carimbos usados no Brasil, mas foram debalde as nossas esperanças. Portanto, sem a pretenção alguma de dar a publicidade o almejado trabalho completo, mas simplesmente com intuito de estimular os philatelistas a cultivar este ramo da philatelia, tambem aqui no Brasil, vamos dedicar a nossa attenção aos Carimbos, concorrendo com o nosso modesto contingente, a tornar conhecido o que nos foi possivel pesquisar.


Fig. N.2 Carimbo de S.PAULO


Fig. N. 3

A administração do Correio Geral da Corte, estabelecida em 14 de abril de 1798, e regulamentada em 1799, foi definitivamente reorganizada por Decreto de 6 de Março de 1829, e um regulamento da mesma data foi approvado pela Assembleia Geral, em resolução sancionada em 7 de junho de 1831. Havia 10 administrações subalternas e 26 agencias, em todo o territorio da Provincia do Rio, mas não temos elementos de facto que nos authorisem a descrever quaes os carimbos usados pelas agencias, ou pelas administrações.
No pouco material colhido a custa de sacrificios e difficuldades innumeras_(material do qual damos para maiores esclarecimentos os clichés) temos encontrado pequenos carimbos, todos porem da Provincia de S.Paulo, com a simples legenda da localidade na sobrecarta.


Fig. N. 4 Carimbos de S.PAULO e YTU

Na ordem chronologica podemos dizer que o documento mais antigo que temos visto foi um carimbo vermelho com a legenda:

Pagou o porte do Correio
1802
S.PAULO

carimbo este que encontra-se na Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro, donativo do illustrado Dr. João Baptista da Motta. Não podemos dar o cliché desta raridade, pois que não foi possivel fazer ou obter uma photographia do mesmo.
Outro carimbo primitivo é de Taubaté: um circulo preto de 2 cm. de diametro, rodeado por uma linha circular. No centro vê-se a letra C, (quasi com apparencia de algarismo), que é a abreviação da palavra (Correio) e ao redor as palavras “DETAUBATE” por cima, e 2 galhos entrelaçados em baixo. (fig. 01). As letras todas resaltam em branco sobre o fundo preto. A data, não podendo-o affirmar categoricamente parece de 1818.
Outro carimbo interessante é de S.Paulo, 4 cm. de comprimento, letras de 8 mm. de altura; fechadas em letras curvas sinuosas simmetricas. A carta é endereçada a Itú, apparecendo escripta a tinta, a data de 1825. (Fig. 02)
A carta pagou 20 réis de porte.
Um outro carimbo da cidade de S.PAULO, menor que o precedente, mais regular e sem pretenções de linhas geometricas é de 1832: um rectangulo com 3 cm. de largo por 7mm. de altura e letras de 4-1/2mm. de altura. Na sobrecarta existe outro carimbo que parece RIO DE JANEIRO tendo a carta paga 60 réis de porte. ( Fig 03)
O mesmo carimbo junto á outro de YTU, em carta endereçada a Santos, do anno 1835. (Fig. 04).
Do anno 1837, temos 2 sobrecartas cujo carimbo de SANTOS em letras irregulares, encontra-se juntamente com o carimbo S.PAULO já descripto.


Fig. N. 5 Curioso Carimbo de SANTOS

E enfim damos cliché de uma de uma sobrecarta cujo correio remettente “Santos” applicou um carimbo que muitos colleccionadores ja conhecem, e do qual nos haviamos noticias, ha muitos annos, sem obter porem o original.
O carimbo, bastante curioso é constituido pela figura de um peixe, de 5 cm. mais ou menos de cumprimento, collocado da esquerda para a direita, vendo-se claramente a legenda do lugar de proveniencia SANTOS. A carta passou pelo correio de S. Paulo, e recebeu ahi o carimbo caracteristico redondo: 2 circulos concentricos, tendo a legenda SÃO PAULO entre os dois circulos, sem data; o que constitue_não ha duvida_uma curiosidade interessantissima. Foi possivel determinar a data da expedição: 9 de abril de 1842. Destino Sorocaba; tendo pago 40 réis de porte (Fig. 05).
Estes carimbos, e outros que por ventura poderão apparecer mais tarde, foram applicados pelos agentes do correio, quer no recebimento quer na entrega das cartas, nas cidades mais populosas da provincia de S.PAULO, sem noção da maneira praticada nas cidades da Europa. E constituem os primeiros specimens de carimbos antes da emissão do nosso primeiro sello para porteamento de cartas.
Porem em maio de 1841, já temos um primeiro documento official que trata de carimbos nas cartas. De facto o ministro dos Negocios do Imperio, snr. Candido José de Araujo Vianna, no seu relatório, apresentado á Assembléa Legislativa reunida no mez de Maio de 1841 referiu que:
“…achando muito conveniente que tanto para conhecimento da administração como para conhecimento dos particulares, as cartas tenhão marcado no sobrescripto o dia da sua expedição, mandou o Governo por em pratica esta providencia_(carimbar as cartas)_ordenando para isso a factura dos nescessarios carimbos”.
A providencia, determinada pela ordem do sr. Ministro Araujo Vianna, teve execução, naturalmente, em primeiro lugar no Rio, onde o correio começou a usar o carimbo circular com a legenda de origem caracteristica:”CORREIO GERAL DA CORTE”, e no centro a data, disposta em forma de cruz, como se vê no cliché (Fig. 06); cuja carta sahiu do Rio com destino a Barbacena, ao endereço de José Bento da Costa Azedias, um dos chefes da revolução de Minas no anno de 1842 (informação que devemos por obsequio do Dr. Pedro Massena).


Fig. N. 6

Esse carimbo circular (Fig. 07) parece que foi o typo mais em uso naquella epoca; e, provavelmente, foi o primeiro carimbo de cuja factura tratou o Governo sob o ministro Candido José de Araujo Vianna.

 
Fig. N. 7                                                  Fig. N. 8

Da mesma epoca, porem de provincia differente, temos visto outro carimbo circular_bem diverso do que fizemos a breve descripção_com data de 12 de outubro de 1842 e legenda CORREIO DA BAHIA. (Fig. 08)
(continua)

A Philatelia como elemento de instrucção
Manifestações de patriotismo e psycologia nacional, expressas nos nossos sellos

Um paiz constituido em nação devidamente organizada, com governo que dirige os destinos do mesmo, têm sua historia que é um conjunto dos factos mais ou menos notaveis que se ligam ao seu desenvolvimento e ao seu progresso, desde o começo das suas origenes remota, e da sua organisação.
Aprendemos nos bancos da escola, a historia de nosso paiz e do nosso povo; e, desenvolvendo a nossa mentalidade, vamos guardando na nossa memoria os feitos principaes dos nossos grandes homens, os acontecimentos memoráveis que chamam sobre si a admiração publica.
Falae do Brasil e não podemos olvidar Pedro Alvares de Cabral; historiae a independencia do nosso paiz e logo temos presente a figura veneravel do patriarcha, o velho José Bonifacio, e D. Pedro, 1º Imperador do Brasil, com o patriotico grito: “Independencia ou Morte”; estudae a trans-migração da Familia Real de Bragança, de Lisboa ao Brasil, e têmos que recordar a abertura dos portos, por Decreto de D. João VI; estudae as conquistas da ideia republicana e lembrar-se-ha a revolução de Pernambuco em 1817, e assim por diante. Quem poderá nos reproduzir todos esses grandes acontecimentos em pequenos quadros symbolicos? A philatelia!_Portanto essa sciencia constitue um optimo elemento de instrucção. Formar-se-ha uma educação civica, o alumno na escola, colleccionando os nossos sellos, e estudando o symbolismo de cada um delles._Os sellos constituem um exellente meio de propaganda, e assim  sendo, justo é que os Governos se esforcem de representar factos, episodios, e vultos do nosso paiz nesses pedacinhos de papel que tanto instruem, divertem e encantam.
Tivemos ensejos já de publicar um breve trabalho, salientando dentre as multiplas utilidades a que presta o seu concurso no terreno pedagogico. D’ahi a justa consideração da philatelia como elemento instructivo, sob diversos aspectos; e abrangendo um grande circulo de disciplinas, como a historia, a geographia tão importantes; e, num limite restricto, (porem jamais sem sua alta utilidade pratica), o da historia natural.
Não é pequeno o numero de colleccionadores que se dedicam a recolher somente os sellos com vistas, ou sellos com monumentos, ou sellos com retratos de grandes homens, ou os sellos com representantes da fauna mundial, da flora, etc.,etc.
Com grande facilidade e pouca despesa, podemos-nos munirmos de uma serie com as estampas mais variadas, representando escudos, ou emblemas das nações, panoramas de regiões desconhecidas, animaes jamais vistos, retratos de homens celebres na politica, na musica, e factos cuja notabilidade tenha-se tornado universal. Muitissimo longa seria confeccionar-se uma lista dos sellos que existem aproveitaveis sob esse ponto de vista.
Considerando o assumpto pedagogicamente, vejamos quanto interesse e prazer dispensaria um escolar na acquisição e no arranjo de uma collecção de sellos do Brasil, e com que interesse indagaria sobre tudo quanto dissesse a respeito ao que representassem os seus sellos._O Brasil é sem duvida um dos paizes que mais tem emittidos sellos commemorativos: tivemol-los em 1900 para festejar o 4º Centenario do descobrimento do nosso paiz por Alvares Cabral; em 1906, os do 3º Congresso Pan-Americano; em 1908 os da Exposição Nacional e o do 1º Centenario da Abertura de nossos portos ao commercio internacional; em 1909 tivemos outro Pan-Americano; em 1915, os de Cabo-Frio; em 1916, os do Tricentenario da Fundação de Belém; em 1917, o commemorativo da Revolução Pernambucana; em 1922, os do 1º Centenario de nossa Independencia; em 1923 o da Bahia; e 1924 o da Confederação do Equador. Manejando diariamente uma collecção dessa, e levado pela curiosidade natural e istinctiva em cada um de nos, e pelo interesse espontaneo, procuraremos saber os pormenores de todas aquellas figurinhas. _ Portanto á philatelia não lhe se pode negar a qualidade de um valioso elemento de instrucção.
Porem volvemos hoje as nossas vistas, ás manifestações de patriotismo e psycologia nacional, espressas nos nossos sellos.
Como os povos vivem, principalmente, de tradições, e como os symbolos e as imagens são para o povo o que os affectos e as ideias são para as almas, preciso é que tratamos dos emblemas nacionaes nos nossos sellos. Nós somos um povo visceralmente idealista e apaixonadamente amigo de symbolos, no dizer de Eurico de Goes, portanto sendo argumento muito vasto e susceptivel de diversos capitulos torna-se necessario estudar as manifestações de patriotismo nos sellos do periodo republicano, com relativo esboço de psicologia nacional num e n’outro regime.


A FILIGRANA
Nos nossos sellos em curso

A filigrana, seguindo as regras mencionadas no Catalogo Historico dos sellos typos do Brasil, editado pela S.P.P., é um elemento essencial para a classificação dos sellos typos. A mudança de filigrana tambem é considerada motivo sufficiente para differenças typicas. Portanto a necessidade de classificar os nossos sellos em curso como sellos typos, com ou sem o concentimento dos snr. Yvert Tellier Champion.

Com Filigrana:

“CASA DA MOEDA”        

Com Filigrana:

“ESTADOS UNIDOS DO BRASIL”

Com Filigrana:

“ESTRELLAS e CASA DA MOEDA”

Porem tendo-se encontrada a filigrana em posições differentes, os especializados não deixarão de encher suas paginas do Album com esses exemplares, considerando-os naturalmente como variedades.
De facto encontramos a filigrana CASA DA MOEDA em posição horizontal, e em posição vertical nas folhas. A posição horizontal poderá ser direita, ou invertida: e essas duas poderão ter tambem as letras de cabeça para baixo. Assim por exemplo horizontal:

Horizontal Direita:

             CASA DA MOEDA

 

A filigrana CASA DA MOEDA em posição vertical, poderá presentar-se com a legenda de cima para baixo ou de baixo para cima, e as letras em posição differente da normal. Assim por exemplo:


Repete-se o mesmo facto com a filigrana ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, Assim por exemplo:

Horizontal direita

ESTADOS UNIDOS DO BRASIL

Devemos, porem ter uma directiva para não criar confusões a nosoutros; e ser coherentes com a exposição do nosso catalogo; e portanto seguindo os conselhos do nosso mestre José Kloke, consideramos a posição mais commun de cada valor como sendo a preferida, a legitima, por assim dizer; e classificamos os sellos com essa filigrana como sendo typos: e os outros,_ que experto colleccionador encontrar em suas duplicatas_,como variedades.
E querendo encher mais paginas do proprio album, fará a mesma distinção e selecção com os valores filigranados ESTRELLAS e CASA DA MOEDA.
E si meu amigo especialisado, depois de ter pacientemente classificado os proprios sellos typos pela filigrana, e ter juntado com mais paciencia e dedicação as variedades pela disposição da mesma filigrana, e não estiver satisfeito, querendo dispor-se a colleccionar as diversas variedades de papel com as differenças de posição das filigranas, não sei si no dia seguinte deverá pedir auxilio ao Esculapio mais proximo.
Porem, tambem em philatelia o que é de gosto regala a vida.

A Primeira Revista Philatelica no Brasil
Uma enquête
(dedicada ao Dr. Menezes de Oliva)
Contribuição ao histórico da philatelia no nosso paiz

No Brasil, a imprensa philatelica appareceu somente na decorrencia das necessidades de tornar conhecido entre os colleccionadores, os elementos principaes da nossa sciencia, em todas as suas manifestações.
Cabe a S.Paulo a creação do primeiro orgam de publicidade philatelica, denominado “Brazil Philatelico”, sob a direcção do snr. Luis Levy. Na Rua da Imperatriz (hoje R. Quinze de Novembro), nas immediações de um estabelecimento musical muito conhecido, e muito afreguizado fundou-se o nucleo primitivo dos pequenos philatelistas paulistanos. E ali na loja do velho Levy, dirijia-se ao jovem Luis Levy, a mocidade daquella data, fazendo suas trocas e vendendo sellos ao mesmo snr. Luis Levy, que sem duvida é o legitimo depositario do primitivo commercio philatelico.

Fundou em 1882 a Revista supramencionada, publicando apenas 3 numeros; suspendendo a publicação no mez de março.
Do interior do Estado, a primeira localidade de imprensa philatelica foi a cidade de Campos, dez annos mais tarde, com uma Revista que publicou 23 numeros tambem com o titulo “Brazil Philatelico”, sob a direcção de Remijio de Bellido.

No intuito, de para o futuro, possam os colleccionadores especialisados em Brasil, conhecer o movimento da litteratura philatelica, damos a publicidade as tentativas dignas de nota que houveram no Brasil para a divulgação desta sciencia. assim podemos com segurança fixar a creação da imprenssa philatelica no nosso paiz na data da apparição do”Brazil Philatelico” em janeiro de 1882:

“BRAZIL PHILATELICO”
S. Paulo _ 1882

A 1ª revista philatelica, apparecida no Brasil, em janeiro de 1882. _ Jornal dedicado aos colleccionadores de sellos.

Publicação mensal, Redactor-proprietario Luis Levy
Assignatura por um anno: Brasil, 4$000; União Postal Universal, 5$000.
Toda a correspondencia devia ser dirigida á Luis Levy 34, rua da Imperatriz.
Dimensões e formato 27×18 com 8 paginas (4 de capa) a duas columnas.
Possuimos o 3º numero, correspondente ao mez de março de 1882, com o qual suspendeu-se a publicação pois que ninguem havia pago a assignatura.

” O PHILATELISTA”

2º Jornal philatelico publicado em S.Paulo.
Orgam dedicado aos colleccionadores de sellos. Redactores proprietarios: Carlos e José Machado de Oliveira.
O “Philatelista” não acceitava publicações que não fossem escriptas em termos commedidos, assim como não admittia questões pessoaes.
Sua divisa era: “L’union fait la force”.
O primeiro numero sahiu a lume em 11 de março de 1884.
Dimensões e formato: 19×27, com 4 paginas a 2 columnas. Na biblioteca do Instituto Historico e Geografico de S.Paulo encontra-se um exemplar do nº 6 correspondente ao mez de novembro de 1884.

No anno de 1886, em 4 de fevereiro fundou-se no Rio de Janeiro, o primeiro Club-philatelico, sob o nome de “Bayerrischer Philatelisten Verein”.
No ano seguinte em 24 de junho de 1887 fundou-se em Porto Alegre (R.G.do S.) o “Club-philatelico Porto Alegrense”.

“O PHILATELISTA” : Revista Rio Gr. Do Sul _ 1888.
“GAZETA pOSTAL”: Pará _ 1889. Dirigida por empregados do Correio daquelle Estado. O snr. J. Costa nos informou que era meio de propaganda e interesse postal, com uma secção philatelica. Redactores: Raul de Azevedo e Licinio Silva.
(continua)

                                           ECHOS

1ª Exposição Philatelica Nacional

Ao certamen realisado na nossa cidade sob os auspicios da Sociedade Philatelica Paulista, não faltou o exito almejado no que se refere a qualidade e quantidade de sellos do Brasil. E como justamente foi apontado pelo Dr. Ildegardo de Carvalho e Dr. Campo da Paz, a 1ª Exposição Philatelica Nacional apresentou-se digna dos maiores louvores.
Nada temos a accrescentar a quanto foi publicado, e os primeiros premios, (medalhas de ouro, e menção honrosa), couberam aos Srs. Guilherme Guinle, e Willian E. Lee.

Serviço Postal Aereo entre Montevideo e Buenos Aires

De um tempo para cá as diretorias dos Correios das visinhas republicas Argentina e Oriental do Uruguay, trataram do estabelecimento de um serviço postal aereo entre as 2 capitaes.
Esse serviço postal foi restabelecido entre Buenos Aires e Montevideo y viceversa desde o dia 1º de Março e o correio uruguayo não deixando passar qualquer acontecimento _ conforme o costume estabelecido _ que lhe possa auferir lucros comerciaes, emittiu uma nova serie de 3 valores, respectivamente de 6c azul escuro, 10c vermelho e 20c verde, não denteados, representando uma gaivota de azas abertas sulcando as aguas e a legenda VRVGVAY _ CORREO AEREO, preparados pela Impr. Nacional. A correspondencia levava um carimbo de 72mm de cumprimento por 21mm de altura com os dizeres SERVICIO POSTAL AEREO MONTEVIDEO BUENOS AIRES disposto em 2 linhas_ O carimbo vermelho especial foi applicado na correspondencia registrada.
Será possivel que o Correio da visinha Republica Oriental do Uruguay manda imprimir uma serie de sellos toda vez que se realizará uma viagem de Montevideo a Buenos Aires?

                                       NOVIDADES

Argentina

Devido a gentileza do nosso prezado amigo e collega, Dr. Ricardo D. Eliçabe, temos recebido o novo sello de 5 centavos, com a effige de BERNARDINO RIVADAVIA. Este sello, que é do mesmo tipo e igual ao que foi emittido para o Gal. Urquiza em 1920, foi posto em circulação no dia 8 de fevereiro, centenário do Rivadavia. Alem do nome, nota-se em baixo da legenda:”PRIMER PRESIDENTE” e no alto “REPUBLICA ARGENTINA”. Encimando a cabeça do Rivadavia, as palavras “8 de Febrero”, aos lados os millesimos 1826-1926, e em baixo a esquerda o valor 5c.
O sello é em papel fino, com a filigrana em curso (bb do Yvert); dimensões 21mmx27mm em côr de vinho, denteado 14.

Para os amadores de carimbos commemorativos e de reclame damos aqui a noticia do que foi usado,em Buenos Aires por occasião da chegada de Ramon Franco, na capital platina.
Na correspondencia, o Correio Argentino Usou um carimbo com os seguintes dizeres:

_____________________
COMANDANTE FRANCO
_____________________
CUBRIU, VIA AEREA
_____________________
10120 KMS.,EM
_____________________
61 HORAS 44 MINUTOS

Temos visto este carimbo sobre 2 sellos de 5c. official do M.J.I.

Brasil_ Appareceu o 40r. typo Agricultura no papel da antiga filigrana CASA DA MOEDA; tendo-o encontrado na disposição horizontal e na vertical.
Temos visto o 200 réis, taxa devida, azul em papel fino, filigrana ESTRELLA; e nessa mesma filigrana o 2000 réis.

O nosso colega “O Philatelico” em poucas palavras annuncia que corre com muita insistencia, ser pensamento do governo, mandar queimar ou sobretaxar todos os sellos officiaes recolhidos.
Já a pouco tempo correu o boato a respeito de mandar sobretaxar os sellos recolhidos do “Hermes”. E a S.P.P. tomando informações categoricas na Directoria Geral dos Correios e na Casa da Moeda teve resposta que _ naquella epoca _ tudo não passava de um mero boato. _ Como tal boato continua a correr o mundo mais uma vez, iremos novamente a pedir informações as autoridades competentes expondo a nossa opinião, isto é não ser decente e digno de um paiz como o nosso _ que nunca especulou com sellos do Correio _ fazel-o agora nivelando o Brasil às republiquetas do C.A. _ mandando sobretaxar os sellos officiaes.
E’ razoavel que o governo procure vender os sellos que estão fora de curso e recolhidos; porem para tudo ha um limite alem do bom senso que deve presidir a todos os actos emanados das auctoridades superiores do paiz.
Qual é a opinião _ a este respeito _ dos nossos prezados collegas da S.P.B do Rio?

Mencionamos o apparecimento do 40 réis typo Agricultura que o temos encontrado a venda no Correio de S.Paulo, no dia 10 de fevereiro com a antiga filigrana CASA DA MOEDA, disposta no sentido horizontal, direita ou invertida; e no sentido vertical. Papel grosso.
Accrescentamos tambem o apparecimento do sello de 200 réis, taxa devida, azul, em papel fino com a filigrana ESTRELLA e CASA DA MOEDA. Posto a venda no Correio de S.Paulo no dia 30 de janeiro.
Consta ter apparecido, na Directoria Geral dos Correios do Rio de Janeiro, o valor 2000 réis, em papel filigranado ESTRELLAS E CASA DA MOEDA.

Devemos a gentileza do nosso prezado amigo Dr. Idelgardo de Carvalho, _ culto philatelista, e estudioso dos nossos sellos, _ a noticia que segue:
O valor 1$000 effige “Rui Barbosa” numa remessa de 100.000 sellos, tiragem de 10 de março, foi encontrado numa bella variedade, e transparente; fazendo parte repetimos de tiragem que entrou na Directoria Geral dos Correios, à 10 de março corrente.
Notavel é que trata-se de um novo papel fino aspero; filigranado CASA DA MOEDA, bem differente do antigo; e cuja a filigrana é disposta verticalmente.
Agradecemos ao distincto philatelista a remessa do exemplar comprobativo, e ficamos-lhe grato por nos ter proporcionado o ensejo de noticiar mais uma novidade para os especialisados do nosso paiz.

FALSIFICAÇÕES PERIGOSAS
Aviso aos incautos

A praça philatelica foi inundada de algumas falsificaçõesque apontamos:

Hollandia. 10 Guld. 1905 e 1915. Com processo chimico desapparecem a sobretaxa 2 Guld e 50 c. nos sellos de 10 Guld, e assim vendidos, gabando a igenuidade de nosoutros, victimas de todas as especulações.

Finlandia _ Valores em Marcos dos Ns. 33-34 e 35, tambem nos Ns. 25,26 e 27 (Ivert 1926) do mesmo desenho _ falcificações perfeitas _ sendo possivel conhecer os falsos pela differença do papel.

Württemberg _ 2 Marcos amarello N. 51 novo _ falsificação perigosa, pois que o desenho é muito bem feito.
Abrem os olhos, meus amigos: querendo ter conhecimentos philatelicos para descubrir as falcificações, alistae-vos às boas Sociedades Philatelicas.

INTERNACIONAL STAMP EXHIBITION
New-York_Outubro de 1926

Continuamos a dar o nome dos eminentes philatelistas convidados a servir na comissão do Jury:
P.T. Berry, Australia
Robert Walser, França
F. Reinhard, Suissa
Alfred H. Caspary, United States
Dr. Carrol Cahse, United States
Judge Robert S. Emerson, United States
Major T. Charlton Henry, United States
Jonh N. Luff, United States
Para qualquer informação, com o secretário snr. Charles M. _ AMS 101 _ Park Avenue _ New York.

Bibliographia

Catálogo Histórico dos Sellos Postaes do Brasil pelo Dr. Leon F. Clerot

Temos recebido um exemplar do Catalogo Histórico dos sellos postaes do Brasil, de lavra do eminente philatelista Dr. L.F. Clerot.
Iniciativa louvavel no nosso paiz, onde ha falta de litteratura philatelica sobre nossos sellos. Iniciativa essa que merece os nossos aplausos, poisque fito principal do Autor foi o de expor o resultado de seus estudos sobre as differentes emissões dos sellos brasileiros.
Constitue esse apreciavel Catalogo uma valiosa cooperação para os que estudam os sellos do Brasil; e torna-se necessario para os especializados; e, apesar de discordarmos em alguns pontos, não podemos deixar de recomendal-o aos philatelistas de nosso paiz.
Em superior papel de luxo, ricamente illustrado, nitidamente impresso pela Casa Braz Lauria, com magnificos clichés e 172 paginas de optimo texto, seu preço é de 10$000.
Agradecemos desvanecidos, o exemplar que nos foi enviado.

S.P.P.

Secção de Trocas

Ocasião unica _ Portugal e Colonias

Encontra-se na secção de trocas, já colocada em cadernos, uma rica collecção de sellos de Portugal e Colonias, com todas as variedades e erros, que a S.P.P. adquiriu para beneficiar os consocios que desejam especialisar e completar suas collecções, encontrando bons sellos por preços vantajosos.
A secção de trocas fucciona todas as quartas-feiras às 8 horas da noite.
Aproveitem dessa occasião unica.

Secção do Catalogo

Pede-se a todos os srs. consocios da S.P.P. por obsequio communicar à Sociedade por escripto as proprias observações a respeito de variedades de papel, denteções, côres, filigranas e se for possivel juntar um exemplar comprobativo que será devidamente devolvido. Convem que as comunicações sejam datadas e assignadas, podendo-se referir a qualquer emissão dos sellos do Brasil.
Serão archivadas, e servirão para, os estudos dos consocios, e para catalogação.

BIBLIOTHECA DA S.P.P.

Pedimos aos srs. consocios de nos enviar, para a biblioteca da S.P.P. toda e qualquer publicação philatelica, e demais revistas do genero.

S.P.P.
Convocação de Assemblea Geral

De acordo com nossos Estatutos, são convidados os snrs. socios da S.P.P. a se reunirem em Assemblea Geral no dia 7 de abril, às 8h. da noite na sede social, para tomarem conhecimento do relatório da Directoria e do Balanço do snr. thesoureiro. Proceder-se-ha à eleição da nova Directoria 1926-927.
No dia 30, do mesmo mez, 7º anniversario da fundação da S.P.P. haverá Secção Solemne, e posse da nova Directoria.
P. Directoria
(a) William E. Lee
Presidente

REVISTAS RECEBIDAS EM TROCA

Algerie _ Afrique Échange _ Oran N. 16 Out. de 1925
Allemanha _ Köhlers Philatelistisches Magasin _ Berlin N. 1 _ Dez. _ 925. _ 26ª Briefmark. Versteigerung _ Berlin. Ern. Stock _ Berliner Briefmark. Zeitung.
Argentina _ Revista de la Soc. Filat. Arg. _ Buenos Aires. N.23 sept.oct. 925. Patagonia Filatélica _ Comodoro Rivadavia. N.7 _ Janeiro de 1926
Belgica _ Catalogue Vente aux Enchères _ Gelli e Tani _ Bruxelles. _ Le Philateliste belge. Bruxelles. N. 51 Dez 925.
Brasil _ O Philatelico _ Rio de Janeiro V _ Dez. 925, VI _ Janeiro de 926 _ Brasil Cosmopolita _ S. Maria R.G. do S. N. 10 _ Dez 925. _ Revista Philat. de Petropolis. N. 16 _ Dez 925. _ O collecionador _ Maranhão N. 20 _ Dez. 1925.
Cuba _ Adelante _ La Maya y Cristo N. 19 _ Janeiro de 1926.
Espanha _ Madrid Filatelico. Madrid N. 322 _ Nov. 1925 N. 323 _ Dez 925. _ La Ilustracion Filatelica _ Barcelona N. 15 _ Jan. de 926. _ El Filatelico Español _ Barcelona _ N.225 _ Jun. Dez. 1925.
Est. Un. _ Collectors Club-Philatelist _ New-York _ Vol V. N.1 _ Jan.1926
França _ Le Collectionneur de Timbres-poste. Paris N. 499 Nov. Dez. 1925. _ L’ Echo de la timbrologie. Amiens N. 720. 31 Dez. 1925._ Bulletim Mensuel Th. Champion. Paris. N.272. 25 Dez. 925; N.273 25 Jan. 1926._ L’Echo Postal _ Paris. N. 88. Janeiro, 926. _ Le Timbre Poste Bischwiller _ N. 174. Nov. Dez. 1925. _ E’Changiste Universel-Bischwiller. N. 72 15 Jan.1926.
Gr. Bret. _ Stanley Gibbons Monthly Journal. Londres. N. 4 _ Janeiro, 926. _ The Philat. Journal of Gr. Brit. _ Londres _ N. 421. Jan. 1926.
Italia _ Revista Filatelica d’Italia. Genova _ N. 12. 1925 _ N. 1 Jan. 1926 _ Il Bollettino Filatelico. Napoli _ N. 192. Dez. 1925. _ Il Corriere Filatelico. _ Milano. _ N. 11-12 _ Dez 925. _ Bollettino Mensile. Ditta A. e R. Sanguinetti. _ Milano _ N. 32 _ Dez. 925 _ N. 33 _ Jan. 1926. _ Bollettino Mensile. Ditta F. Grioni _ Milano. N.1 Jan. 1926. _ Listino Emp. Filatelico S. Borgiotti _ Firenze. _ LXII.ª e LXIIIª. Vendita all’asta _ Costa e Patti _ Roma. _ Filatelia _ Rassegna mensile _ Torino _ N. 12 _ Dez. 925.

Annuncios Economicos
Rs. 1$000 a linha

Brésil. _ Je cherche – et j’achete au comptant_obliterations sur timbres des emissions 1843 _ 1880; unités, paires, bandes et blocks, detaché et sur lettres entiéres.
Dr. Mario de Sanctis _ Boite postal, 872, S.Paulo.
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Domingos Paladino. Deseja receber à escolha sellos do Brasil, Portugal e Colonias, em perfeito estado _ Caixa Postal, 333 _ S.Paulo

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Moedas do Brasil

Vende-se uma boa collecção de moedas do Brasil _ Trata-se na Rua Liberdade, 33 (sobr.) _ S.Paulo.

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Numismatica Brasileira
Optima collecção de moedas do Brasil, a venda pelo valor real. Informações _ caixa postal, 872 _ S.Paulo

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Olhos de Boi

Vende-se 3 exemplares (30-60-90) por preço de occasião. Na Sociedade Philatelica Paulista, com o Secretario.

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Carimbos do Brasil

Pagando os melhores preços, procuro qualquer quantidade de sellos do Brasil do anno 1850 a 1880 com carimbos. Pares _ tiras _ blocos; avulsos ou sobrecartas. _ Offertas à Dr. Mario de Sanctis, caixa postal, 872 _ S.Paulo.

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Sellos do Brasil

Todos tratam de augmentar os seus conhecimentos philatelicos e completar sua colecção de sellos do Brasil. O melhor meio de alcançar esse desideratum é alistar-se à Sociedade Philatelica Paulista.

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Collecção de sellos do Brasil

Para principiante, vende-se boa collecção de sellos typos do Brasil (faltando somente os 3 inclinados) _ Todos os sellos escolhidos. Trata-se na Sociedade Philatelica Paulista com o secretário.

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Carimbos do Brasil

Procura-se um exemplar de 200 réis (N. 50 do Yvert) com carimbo 1881 ou 1882 para estudo _ Compra-se ou pede-se para photographar. J.Kloke _ S.P.P. _ cx. p. 872 _ S.Paulo