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Filatelia Temática

Artigo sobre as principais duvidas sobre as coleções temáticas!!!

Perguntas Mais Freqüentes sobre Filatelia Temática : FAQ

Geraldo de Andrade Ribeiro Jr. é filatelista desde 1959 e presidente da Associação Brasileira de Filatelia temática (ABRAFITE)

– O que é uma coleção temática ?

– Filatelia Temática é o segmento da Filatelia no qual a coleção conta uma história, analisa um tema específico ou apresenta uma tese. Seu desenvolvimento deve ser feito a partir de  um plano (roteiro),  apresentado  no  início  da participação.

– Porque as coleções temáticas são as mais praticadas ?

R.: A coleção do tipo temático é a que mais se desenvolve em todo o mundo. E isto não ocorre por simples acaso. São mais atraentes que os coleções dos demais ramos, tem maiores possibilidades, possuem retorno mais rápido, isto é, são as coleções que apresentam maior facilidade e rapidez de desenvolvimento para se ter uma coleção razoável em menor tempo. Portanto, são mais gratificantes. Em 2 ou 3 anos já se pode ter uma coleção razoável, mas normalmente, leva-se cerca de 5 a 7 anos para se ter uma  coleção de nível mais elevado.

– Quais os tipos de coleções temáticas ?

R.: Ao se utilizar dos selos e demais peças filatélicas para montar uma história, a partir de um roteiro pré-estabelecido, a Filatelia temática acaba por originar uma coleção diferente para cada praticante, pois cada uma tem o seu próprio roteiro, personalizado, gerando coleções diferentes. Montar uma coleção temática é uma tarefa que exige muito trabalho, mas a compensação é proporcional ao trabalho efetuado.

Dos vários ramos da Filatelia, a Filatelia Temática é o mais fascinante, pelo grande alcance de sua atuação, pois utiliza-se de peças filatélicas dos demais ramos, sendo o mais indicado atualmente para um iniciante, em comparação com os custos e dificuldades das demais modalidades.

– Somente é um  filatelista temático aquele que segue fielmente os  regulamentos ?

R. : Não, necessariamente, pois todos os que se dedicam a uma coleção temática são considerados temáticos, em qualquer nível. Os regulamentos existem para facilitar a coleção, fornecer parâmetros básicos aos colecionadores e definir os diversos segmentos da Filatelia. Devem ser obrigatoriamente seguidos quando de elaboração de coleção para participação em exposições competitivas. Os regulamentos são a base da Filatelia Temática organizada e propiciam parâmetros e condições de comparação e avaliação entre as diversas coleções. Caso não se deseje participar de exposições competitivas ou se tratar de coleções novas, iniciantes, nada impede que os regulamentos não sejam seguidos, mas estes devem ser sempre observados à medida que a coleção evolui, para o seu próprio benefício. Nas exposições competitivas exige-se o cumprimento dos regulamentos.

– Como surgiram os regulamentos ? Para que servem ?

R.: A Federação Internacional de Filatelia ( FIP ), ha muitos anos criou um Regulamento para as coleções temáticas, objeto de freqüentes atualizações, que pode ser visto no site http://www.abrafite.com.br/ . Este regulamento não foi outorgado, isto é, imposto, mas fruto da consolidação de diferentes idéias, vindas de diferentes países e o seu texto final foi aprovado em Congresso da FIP. A nossa Filatelia, como não poderia deixar de ser, segue fielmente tai preceitos.

Pode-se colecionar de tudo, da maneira que o interessado desejar, mas para tudo existem  regras e a Filatelia tem as suas próprias regras e os diversos segmentos da Filatelia tem as suas regras particulares. Os regulamentos são imprescindíveis, pois é necessário se equiparar e padronizar as coleções na hora de seu julgamento e comparação, sendo fundamentais para o progresso da Filatelia. Sem eles, simplesmente haveria o caos e não haveria parâmetros para balizar o  seu desenvolvimento.

Da mesma maneira que não se pode comparar, por exemplo, laranjas com bananas, embora sejam frutas, comestíveis, nutritivas, etc., não se pode comparar duas coleções feitas com critérios distintos. Estes critérios são bem conhecidos, divulgados, claros, indiscutíveis e devem ser seguidos rigorosamente.

Os regulamentos, embora a primeira vista possam ser olhados com desconfiança ( tudo que é regulamentado causa uma natural antipatia), são necessários e todos nós estamos sujeitos a eles desde que nascemos. Constantemente, ao longo da vida, nos sujeitamos a provas com regulamentos, seja na escolas, em concursos, etc., até mesmo na vida profissional são feitas comparações as mais diversas e até notas nos são atribuídas. Isto é natural, embora muitos não percebam que estão sendo comparados. Na Filatelia, não poderia ser diferente. Portanto, devem ser seguidos, mesmo que eventualmente não se concorde com algum de seus itens. Os  regulamentos foram feitos para ajudar, não para atrapalhar ou prejudicar este ou aquele tipo de coleção. Curiosamente, a maioria dos filatelistas é rebelde aos regulamentos.

– Quais os tipos de materiais que podem ser utilizados ?

R.: Numa coleção temática a história é contada utilizando-se elementos postais, a saber :

– selos, cadernetas, inteiros postais, franquias mecânicas, etc. e suas modificações (perfins,   

  sobrecargas, sobretaxas,  etc.)

– Obliterações ( comuns, publicitárias, comemorativas, etc.)

Outros elementos usados em operações postais, tais como as etiquetas de registro, marcas de censura, de correio desinfetado, correio danificado, etc.

Todos  estes  elementos  deverão estar unidos  por  um texto apropriado e conciso.

Existem cerca de 30 tipos diferentes de selos, para diferentes finalidades postais, podendo-se citar : comemorativos, aéreos, ordinários, beneficentes, para telégrafo, de taxa, locais, etc., todos eles plenamente colecionáveis.

Além dos selos, é vasto o campo filatélico, havendo inteiros postais, máximos postais, cadernetas, blocos comemorativos, folhinhas filatélicas, franquias mecânicas, bem como há a se explorar o campo da carimbologia, analisando-se os variados carimbos utilizados pelos correios.

– Posso usar outros tipos de matérias na coleção ?

Somente se admite em coleções temáticas as peças emitidas pelas administrações postais legalmente estabelecidas, filiadas à UPU ( União Postal Universal ), excluindo-se, portanto, o material de países não reconhecidos oficialmente.

Também não se enquadra como filatélico todo material de origem particular, mesmo que tenha sido aposto numa correspondência, tais como etiquetas, carimbos particulares, etc.

Envelopes ilustrados, particulares ou mesmo os emitidos por administrações postais, não podem ter a sua ilustração usada como elemento temático, apenas o carimbo aposto ao envelope.

É importante se observar que os cartões postais, mesmo que tenham sido emitidos por administrações postais, não tem caráter postal e, portanto, não são filatélicos, constituindo um ramo independente, a cartofilia. É necessário não se confundir cartão postal ( peça não filatélica ) com inteiro postal, que é uma peça postal e, consequentemente, filatélica.

Outros materiais, como cartões telefônicos, fotografias, etc., por não serem postais, obviamente não podem compor uma coleção temática.

– Quais os temas mais colecionados ?

R.: De acordo com pesquisas internacionais, bem como pesquisas nacionais :

Fauna, Esportes e Flora. Veja a lista de temas neste site.

Quais os temas mais apropriados ?

R.: Não existe um tema mais ou menos apropriado. Existem temas mais fáceis e outros mais difíceis, ou melhor, com maior ou menor facilidade de desenvolvimento.

– Que tema escolher ?

R.: A escolha do tema a ser colecionado deve ser objeto de cuidadosa análise inicial, para se evitar arrependimentos indesejáveis. É preciso se verificar e quantificar os vários temas e subtemas, pois uma eventual mudança de idéia, com a coleção em andamento, embora possível, é indesejável e desestimulante. Atualmente, levando-se em conta o grande número de selos já emitidos, colecionar mais de um tema significa dividir os esforços, resultando, via de regra, em coleções pouco expressivas.

A listagem de temas existentes deve ser verificada, observando-se que podem ser adotados outros, de livre escolha.

– Como conhecer detalhes de uma emissão histórico, razão da emissão, etc) ?

R.: Desde os anos 60, cada emissão é acompanhada de um Edital, fornecido pela ECT. Existe um Catálogo de Editais do Brasil.

– Como obter informações específicas referentes a um tema ?

R.: Contatar um clube especializado, como a ABRAFITE, que poderá prestar estas informações ou consultar um catálogo especializado em seu tema. 

– Como saber quantos selos existem de cada tema ?

R.: Para que se tenha uma idéia do volume de material existente, embora não existam estatísticas precisas, existem cerca de 800.000 selos postais diferentes emitidos pelos mais de 200 países existentes ( ou por aqueles que já não mais existem ) e anualmente surgem mais 5.000 selos novos, ao lado de 10.000 novos carimbos e demais peças. Os principais temas já foram objetos de estudos aprofundados, havendo “check-lists” específicos de cada tema, com a relação completa dos selos de diversos temas.

– Como saber quantos (e quais) selos brasileiros existem de cada tema ?

R.: Acha-se em elaboração uma relação de cada tema e seu respectivo quantitativo. Aguardem para breve em http://www.abrafite,com.br/

– Como saber quantos (e quais) carimbos brasileiros existem de cada tema ?

R.: Acha-se em elaboração uma relação de cada tema e seu respectivo quantitativo. Aguardem para breve em http://www.abrafite.com.br/ . Existe, ainda, um Catálogo de Carimbos Comemorativos do Brasil.

– Como conhecer coleções semelhantes ?

R.: Visite as exposições programadas observando as coleções expostas ou procure, nas publicações e sites especializados, matérias específicas sobre sua coleção.

– Como obter selos e peças filatélicas para minha coleção ?

R. : O comércio filatélico é constituído de lojas especializadas no comércio de selos e material filatélico em geral. Nestas lojas se pode adquirir os selos mais raros, os mais antigos, ora fora das agências postais, por meio de vendas avulsas. Periodicamente as principais lojas realizam leilões ou vendas sob oferta. Em São Paulo (SP) há cerca de uma dezena de lojas filatélicas. A Associação Brasileira de Comerciantes Filatélicos ( ABCF ) congrega os profissionais deste setor. Em algumas cidades grandes (São Paulo, Rio de Janeiro) há feiras localizadas em praças públicas, geralmente nos fins de semana.

Modos de obtenção do material :

a) recolhido da correspondência familiar ou comercial (da firma onde trabalha, por exemplo) ;

b) troca com outros filatelistas (troca direta ou por correspondência); a troca geralmente é baseada em quantitativos iguais ou com base nos valores estipulados nos catálogos;

c) aquisição nas agências postais;

d) aquisição no comércio filatélico (casas filatélicas, feiras filatélicas, etc.)

e) aquisição em leilões ou vendas sob ofertas; este tipo de venda é anunciado com antecedência, sendo geralmente fornecido um catálogo, com a descrição das peças. Via de regra é utilizado para peças de um certo nível, destinando-se a colecionadores médios e avançados.

f) aquisição em clubes filatélicos;

Convém lembrar que os selos, em qualquer hipótese, devem ser perfeitos, isto é, não estarem dobrados, com falta de picotes, rasgados, sujos, etc., pois qualquer avaria nos mesmos os torna indesejáveis para serem colecionados.

– Como iniciar uma coleção temática ?

R.:   O mais importante é definir o tema que irá praticar, o mais breve possível, de modo que os esforços sejam concentrados somente na modalidade escolhida, pois há  uma tendência natural a se colecionar de tudo, no início, o que dificulta a aquisição de material, provocando uma sensação artificial de dificuldade. Caso escolha um tema relacionado com a Fauna ou a Flora, ou ainda Esportes, por exemplo, procure especificar um so animal, uma só flor ou um só esporte, em razão da grande quantidade de material existente. Desta maneira, facilitará e objetivará seu trabalho. A sequência natural é se filiar a um clube especializado em temática, como a ABRAFITE, para usufruir de suas facilidades (catálogos, acessórios, informações, etc.), e, posteriormente, adquirir o seu próprio catálogo, seus acessórios, etc. A aquisição ou troca de material deve ser praticada e, para tanto, ver item específico de obtenção de material. Nas lojas especializadas, há ofertas de material específico para o tema escolhido, bem como publicações a serem lidas. O roteiro deve ser um dos primeiros itens a serem elaborados.

– Como desenvolver uma coleção temática ?

R.: Um problema encontrado pelos iniciantes é exatamente o da continuidade das coleções. Após ter algum material, é necessário posteriormente contatar outros filatelistas do mesmo tema e, principalmente, dedicar-se a leituras de revistas especializadas, fator primordial para  o desenvolvimento de uma coleção temática. Uma coleção temática caracteriza-se pela contínua pesquisa filatélica ( em catálogos, publicações, editais, etc. ) e pela pesquisa temática, fora do campo da Filatelia, em livros, jornais, revistas, etc., que tornam a Filatelia Temática fascinante, pois continuamente novos fatos são descobertos, novos itens ( e até mesmo novos capítulos ) são incorporados à coleção. Isto a torna dinâmica, moderna, maleável, cada vez mais completa, mas sempre necessitando de um melhor trabalho, de mais pesquisa e por isto mesmo motivando cada vez mais o trabalho a ser desenvolvido.

– Como fazer um plano (ou roteiro) para uma coleção ?

R.: A apresentação de um plano (ou roteiro) é obrigatória, devendo o mesmo ser claro, sintético, constituindo-se na estrutura básica da coleção, sendo dividido em capítulos e subcapítulos. Pode ser pequeno, simplificado, mas não pode deixar de existir. Ele é o índice da coleção e retrata tudo aquilo que nela está contido. Procure desenvolver bem o seu plano, expondo claramente suas idéias. As peças apresentadas devem ter relação direta com o texto que as acompanha, não se admitindo a inclusão de material diverso daquele necessário ao tema desenvolvido. Vejam artigo e exemplos no site http://www.abrafite.com.br/

– O que é originalidade numa coleção temática ?

R.: É um dos seus requisitos básicos. Atualmente, devido ao grande número de coleções e à quantidade de informações temáticas ora colocadas à disposição dos interessados, por meio das publicações existentes uma coleção padronizada e básica é bastante conhecida e pouco apreciada. É necessário se colecionar temas diferentes ou abordar aspectos inéditos dos temas ou aspectos paralelos dos mesmos, ainda não para se ter uma coleção original. Por outro lado, tendo em vista o grande número de peças filatélicas disponíveis, bem como o elevado número de coleções, é necessário que se faça coleções mais especificas, não se colecionando animais, flores, esportes, etc., pois são temas muito vastos, com milhares de peças e sim temas mais específicos. O tema genérico animais, por exemplo, pode ser  subdividido em muitos outros itens e mesmo uma coleção de Aves, por exemplo, hoje já conta com coleções especificas, tais como Ninhos de Aves, Aves da América do Sul e Estudo Alimentar das Aves.

– Montar uma coleção temática custa caro ?

R.: Uma coleção temática pode ser feita do tamanho que se desejar :  grande, média ou pequena, de acordo com a disponibilidade financeira do interessado. Comparado aos demais tipos de coleção, bem como em função de suas características, a coleção temática é a de menor custo.