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“Vinho o Nectar dos Deuses”

Exibição de coleção sobre vinhos...

Coleção temática de nosso diretor administrativo Reinaldo Basile Jr.
Nesta primeira parte os vinhos produzidos em Portugal…

Vinho o Nectar dos Deuses

Este trabalho tem como objetivo apresentar, através de selos e correspondências postais, o mundo da Vitivinicultura,  período do plantil, colheita das cepas e produção desta bebida muito apreciada no mundo, além da sua origem, religião, festivais, congressos, entre outros. 

Segue, abaixo, parte da coleção onde serão apresentados alguns vinhos produzidos em Portugal, por região.


Ilha de Madeira

A Ilha da Madeira foi descoberta no século XV por João Gonçalves Zarco a mando de Dom Henrique, que foi o responsável pelo plantio das primeiras cepas de malvasia na região.

Selos : Gonçalves de Zarco

Madeira/Portugal 1968


Processo de Produção

Durante o processo de fermentação é colocado álcool vinílico e quanto mais tarde isto ocorrer, mais seca será a bebida resultante. Depois de pronto, passa por um processo de estufagem, com temperaturas entre 45 e 50oC. Este processo reproduz os efeitos sofridos nas antigas viagens marítimas, em que os vinhos nos tonéis, sofriam com o balanço do mar e o calor dessas viagens.

Suas principais uvas são:- Sercial, Verdelho, Terrantez Boal, Malmsey ou Malvasia.
selo: 
Madeira/Portugal 1980

Arquipélago de Açores

No século XVI, ao chegarem ao Pico as primeiras cepas de verdelho. Não se poderia imaginar que ao longo dos séculos XVII, XVIII e inícios do século XIX, estas produziriam um vinho de tão excepcional qualidade que a família de comerciantes alemães Wants Walter o levaria até aos reis de Inglaterra e aos Czares da Rússia.  

Vinho Licoroso de qualidade produzido em Região Demarcada “Lajido” acaba de ganhar uma Medalha de Prata na 3.ª edição do Concurso Internacional “Wine Master Chalanger”.

                                                                        

Vinho do Pico (Ilha do Pico)
Selos: 
Ilha do Pico – Açores/Portugal 2006

Regiões Demarcas

Região Norte/Nordeste

Vinhos Verdes

O Vinho verde é produzido exclusivamente na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, localizada no Noroeste de Portugal. Constitui denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908, na região entre o Rio Minho e o Rio Douro. O vinho verde detém a segunda maior quota do deste mercado.

Apesar do nome, sua coloração não é verde. Na verdade, o verde refere-se ao frescor e pouca idade em que estes vinhos que devem ser consumidos. A designação de Verde nada tem a ver com o estado de maturação das uvas, que são sempre colhidas maduras ou com a cor do vinho. Devido às características edafoclimáti-cas que naquela região, os vinhos produzidos, brancos ou tintos, tem uma concentração em ácido málico superior ao que é encontrado em outras regiões. Em geral as pessoas não se apercebem, mas quando termina a fermentação alcoólica do mosto, também designada por fermentação tumultuosa, ainda não terminou a vinificação, pelo menos nestes vinhos.

Para os vinhos brancos as principais uvas são alvarinho, avesso, azal-branco, loureiro, pedernã e trajadura. No caso dos tintos, rabo-de-ovelha, azal-tinto, borraçal, pedral e espadeiro. Um dos ícones da vinícola Quinta da Aveleda é o vinho Casal Garcia, lançado em 1930.

Selos: 100 anos das Regiões Demarcadas Portugal 2008
Carimbo Comemorativo – 4a Feira do Vinho Verde – Portugal 1989
 

Região Central

Vinhos de Dão

A Região Demarcada do Dão foi instituída em 1908, situada no centro de Portugal, na província da Beira Alta. Esta região tem cerca de 20 000 hectares de vinha em mais ou menos 376 000 hectares de terra, que se estendem por vários distritos como:

  • Coimbra: Arganil, Oliveira do Hospital, Tábua;
  • Guarda: Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia e Seia;
  • Viseu: Carregal do Sal, Mangualde, Mortágua, Nelas, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, Sátão, Tondela e Viseu (parcialmente).

As cooperativas elaboram cerca de 60% dos vinhos. Os 40% restantes dividem-se entre os pequenos produtores e grandes grupos, como Borges, Sogrape e Caves Aliança.

Produção na sua maior parte de vinhos tintos e vinhos branco, com teor alcoólico de 12%.

As uvas tintas são alfrocheiro-preto, touriga nacional, tinta pinheira, bastardo, jaen e tinta roriz. Já as brancas encruzado, malvasia fina, sercial e arinto.

Vinho de Colares

O vinho de Colares só atinge a sua máxima qualidade, passado vários anos, embora o estágio mínimo seja de 18 meses. Dado o longo estágio a que o vinho é obrigado, a comercialização é muito limitada, podendo a região de Colares tornar-se uma espécie de santuário para os conhecedores deste vinho.

As vinhas apresentam características muito peculiares devido à sua proximidade do mar e ventos marítimos muito fortes.  Pela sua natureza geológica, divide-se em duas sub-zonas: “chão de areia” (região das dunas) e “chão rijo” (solos calcários, pardos de margas ou afins).

Vinho de Carcavelos

Um dos vinhos portugueses com mais fama. As suas qualidades foram reconhecidas em 1907 e confirmadas em 1908, pela Carta de Lei de 18 de setembro.

Região com clima mediterrânico temperado sem grandes oscilações de temperatura devido à proximidade do mar, produz um vinho licoroso de qualidade e tradição, com direito a menção específica de “vinho generoso”.

Castas recomendadas: Tintos > Castelão (Periquita)1 e Preto Martinho, num mínimo de 75%.
Brancas > Galego Dourado, Ratinho e Arinto (Pedernã), num mínimo de 75%.


Selos: 100 anos das regiãoes demarcadas

Vinho de Bucelas

Vinhas em região de clima bastante frio no inverno e temperado no verão, grandes oscilações térmicas.
O vinho com denominação de origem controlada é o branco, sendo a arinto e a esgana-cão as castas utilizadas.

Vinho com 11,5º, perfumado, seco, aveludado que, quando velho, ganha um tom amarelo-dourado.

Vinhos Brancos: Arinto (Pedernã), com mínimo de 75% do encepamento, Sercial (Esgana Cão) e Rabo de Ovelha.

Selos :100 anos das Regiões Demarcadas

Portugal 2008

Região Sul

Vinho de Setúbal

Vinho licoroso, preparado na região demarcada com centro em Azeitão.
O vinho tem uma graduação entre 18º e 20º. A cor varia do topázio claro ao topázio queimado e quando velho ganha um inconfundível perfume.
Existem dois tipos de Moscatel de Setúbal, o branco e o roxo, elaborados, respectivamente, a partir das castas Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo (85% do mosto utilizado ou 67% para o Setúbal).

Selos :100 anos das Regiões Demarcadas

Portugal 2008

 

Vinho do Porto

No séulo XVII, este vinho ficou conhecido como “Néctar do Douro”, consumido regularmente e divulgado pelos Ingleses.

Vinho rico em história, em 1708, foi o primeiro vinho do mundo a ser engarrafado. Já em 1756 teve sua região demarcada oficialmente pelo Marquês de Pombal e em 1870 foi o introdutor do rotulo na garrafa.

Produzido na região do Alto Douro, com produção única no mundo, é o vinho mais vendido em Portugal.

Série Vinho do Porto – Portugal 1970
FDC Vinho do Porto 1970

CONTINUA….

Obs: O Cartão Postal da chamada faz parte de uma coleção da vinicola Ramos Pinto uma das mais tradicionais de Portugal – nº 301