Palestra na SPP – Fábio Flosi
02/11/2010
13º Encontro Paulistano de Filatelia
15/11/2010
Exibir tudo

Aerofilatelia

Artigo retirado a 1ª Venda especial de Aerofilatelia organizado pela SPP em parceria com o Sr. João Roberto Baylongue em 09/11/1996. 

AEROFILATELIA

AS PRIMEIRAS COMPANHIAS QUE EXECUTARAM SERVIÇO AÉREO POSTAL REGULAR NO BRASIL
(1927 A 1941)

Um serviço postal aéreo regular, depende de um regulamento elaborado por repartição competente. A base para execução do Serviço Aéreo Postal, no Brasil, foram as instruções aprovadas em 17 de março de 1927, pelo Ministro de Viação e Obras Publicas, Dr. Victor Konder.
Sem nenhuma experiencia prática anterior, foi adotado, por orientação do Sr. Frittz Hammer, do Condor Syndikat,de Berlim, o sistema de cobrança das taxas aéreas, seguindo o modelo de regulamentação em vigor na Colombia, onde a S.C.D.T.A.(Sociedad Colombo Alemana de transportes Aéreos), executou a partir de 1920, um serviçopostal aéreo regular, especialmente entre Barranquilla e Bogotá.
Na redação final das instruções para a execução de Serviço Postal Aéreo, de 17 de março de 1927, sob a orientação do Dr. Felix Sampaio, sub diretor da Administração Geral dos Correios Brasileiros, tomou parte o senhor Otto Ernest Meyer, que naquele tempo estava preparando a fundação da VARIG.
Em ordem cronológica vamos citar as primeiras companhias, nacionais e estrangeiras que após aprovação executaram o serviço aéreo regular em território nacional.

CONDOR SYNDIKAT

A Condor Syndikat de Berlim, firma comercial fundada em principios de 1926, em Berlim com participação de firmas exportadoras de Hamburgo, com fim especial de fornecer material aéronautico para empresas a serem fundadas, ou ja em funcionamento, na America do Sul e Central. A Deutsche Lufthansa colaborou intimamente com aquela firma Berlinense, para facilitar a execução dos fins comerciais da mesma. Pelo aviso nº 60/6 do Ministério de Viação e obras Publicas, de 26 de janeiro de 1927, o Condor Syndikat com sede em Berlim obteve a autorização especial…” por prazo não excedente de um ano a contar desta data para estabelecer, a titulo precário e de experiencia, o tráfego aéreo, por meio de hidroaviões entre o Rio de Janeiro e a cidade de Rio Grande, com escala em Santos, Paranaguá, São Francisco e Florianópolis; entre a cidade de Rio Grande e Porto Alegre, com escalas em Pelotas, e entre a cidade de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, podendo estender esta linha até Montevidéo, caso tenha autorização do Governo do Uruguai para esse fim”
O primeiro vôo experimental, com passageiros, foi executado na Lagoa dos Patos, em 3 de fevereiro de 1927, transportando o hidroavião ATLANTICO D-1012 (ainda com matricula alemã), gratuitamente 12 malas de correspondência, com 162 kilogramas, de Porto Alegre até o Rio Grande.
Em 22 de Março foi inaugurada a linha de passageiros na Lagoa dos Patos e em 28 de março foi executado o primeiro vôo postal pelo Condor Syndikat, inaugurando-se dessa maneira o Serviço Aéreo Postal regular no Brasil. O serviço executado com a cobrança de taxa adicional aérea foi executado na Lagoa dos Patos, sem interrupção, até a fundação da VARIG em 07 de maio do mesmo ano.
De fins de maio até outubro de 1927, o Condor Syndikat, executou ainda diversos vôos comerciais com passageiros e mala postal, entre Porto Alegre e Rio de Janeiro e vice versa, sem horario fixo pré estabelecido, até o inicio das atividades da Companhia Nacional Syndicato Condor Ltda, com sede no Rio de Janeiro, em fase de fundação. As taxas aéreas de correspondência transportada pela empresa Berlinense, foram cobradas por meio de carimbos de borracha provisórios, de feição triangular.


Hidroavião Atlantico

EMPRESA DE VIAÇÃO AÉREA RIO GRANDENSE (VARIG)

O Sr. Otto Ernest Meyer, de Porto Alegre, estava em fins de 1926 na Alemanha, com o intuito de preparar as bases para fundação de uma empresa nacional para execução de um serviço aéreo comercial.
Voltando de Hamburgo para o Rio de Janeiro no paquete, CAP POLONIO seguiu no dia imediato para Porto Alegre pelo hidroavião ATLANTICO cobrindo a distancia de hamburgo até Porto Alegre em 16 dias, um verdadeiro record naqueles tempos. Dentro de 90 dias foram vendidas todas as ações da empresa projetada e foi constituida a VARIG, em assembléia de fundação, em 7 de maio de 1927. Pelo decreto nº 17832 de 10 de maio, foi concedida à VARIG, com sêde em Porto Alegre, permissão “para estabelecer o tráfego aéreo comercial no litoral do Estado de Santa Catarina e em todo o terrtório do Estado do Rio Grande do Sul, podendo estabelecer as suas linhas até a cidade de Montevidéo, caso o governo da Republica Oriental do Uruguay o permita”.
Desta maneira entrou em função a primeira companhia aérea comercial brasileira, que adquiriu do Condor Syndikat, de Berlim o hidroavião Atlântico, registrado sob a matrícula P-BAAA como primeira aeronave comercial brasileira. A partir de 15 de junho a Varig iniciou o serviço aéreo regular na linha da Lagoa dos Patos, em continuaçõa do serviço executado até aquela data pelo Condor Syndikat, de Berlim.
O berço da aeronavegação comercial brasileira foi a terra gaucha. Começando com um pequeno hidroavião e com quase trinta anos de existencia, a Varig foi considerada uma das melhores companhias de transporte aéreo nacional e estrangeira, pela sua organização perfeitissima, sob a presidencia do Sr. Ruben Berta, que em 1927 era o unico funcionário comercial da empresa. Todo o serviço foi executado pela diretoria praticamente pelo seu fundador Sr. Otto Ernest Meyer e pelo piloto Rudolf Camer Von Clausbruch, o pessoal técnico e este moço do escritório,que posteriormente passou a presidente da companhia.
Inicialmente foi cobrada taxa adicional aérea por meio de carimbos triangulares provisórios, continuando em uso durante os primeiros poucos dias os carimbos do Condor Syndikat, até a confecção dos carimbos próprios da Varig. Estes carimbos de taxa aérea provisórios foram suprimidos com emissão de selos próprios da Varig, em 9 de novembro de 1927, que circulara até 30 de junho de 1934, quando foram substituidos pelos selos do governo. Na inauguração de diversas linhas da Varig foram usadas sobrecartas especiais e as vezes carimbos comemorativos.


SINDICATO CONDOR LTDA. RIO DE JANEIRO

A terceira companhia que executou vôos comerciais regulares no Brasil, a segunda companhia nacional, foi o SYNDICATO CONDOR LTDA. Legalmente constituida por contrato social de 1º de dezembro de 1927, encontrava-se entre os sócios o Conde Ernesto Pereira Carneiro e a firma Herm. Stoltz & Cia.A firma berlinense Condor Syndikat não tomou parte nesta sociedade. A nova firma Syndicato Condor Ltda, foi ligada ao setor tecnico à Deutsche Lufthansa. A autorização para funcionar e estabelecer tráfego aéreo no território nacional foi concedida em 20 de janeiro de 1928, pelo decreto nº 18075. Antes da fundação legal, entretanto, esta empresa ainda em organização, iniciou o serviço aéreo regular na linha Rio de Janeiro a Porto Alegre em 9 de novembro de 1927, aplicando no primeiro vôo de ida e volta um grande carimbo comemorativo. A partir deste primeiro vôo, foram usados para a cobrança de taxa adicional aérea, exclusivamente, os SELOS CONDOR. (série de 7 valores, de 500 Reis até 10$000 Reis, e posteriormente outros) 
Os selos Condor entraram em circulação na ocasião do 1º vôo de 9 de novembro de 1927, e não em outubro, como quase todos os catalogos erradamente indicam. Estes selos circularam até o dia 30 de novembro de 1930. Pouco antes pelo decreto nº 19331, de 29 de agosto a Syndicato Condor Ltda. foi autorizada a estender suas linhas até países estrangeiros. Assim como os estados do norte, a partir de Fortaleza no nordeste, pelo Decreto nº 3523 de 19 de agosto de 1941, foi substituido o nome de Syndicato Condor Ltda, pela nova denominação Serviços Aéreos Condor Ltda, e pelo decreto lei 5197, de 16 de janeiro de 1943, pelos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul Ltda.
Participaram com a Lufthansa AG do serviço postal combinado no Atlantico Sul nos anos 30/31, e a partir de 1934 até 1939 com o uso de catapulta interligando o Brasil a Africa e de lá até a Alemanha.
Existem selos Condor usados na Alemanha para cobrir parte do trajeto no Brasil. Assim como nos navios do Serviço Postal Combinado.
Dois vôos postais foram executados pelo Syndicato Condor Ltda. com um avião estrangeiro, em 1931. O famoso super hidroavião DOX foi autorizado a transportar mala aérea em território nacional pela circular nº 42/E/1ª, de 25 de janeiro de 1931, do Departamento Geral dos Correios, de Natal RN até o Rio de Janeiro (18 a 20 de janeiro de 1931) no vôo para os Estados Unidos da America do Norte.

COMPAGNIE GÉNÉRE D’ENTREPRISES AERONAUTIQUES, COMPAGNIE GÉNÉRE AEROPOSTALE.
(Atual AIR-FRANCE)

Esta empresa, após vôos postais de experiencia, em principios de 1925 e de 27 de dezembro de 1927 a 2 de janeiro de 1928, do Rio de Janeiro até Natal, inaugurou a linha regular Brasil-Europa em 2 de março de 1928, no sentido França Brasil foi inaugurada em 28 de fevereiro. Pelo aviso nº 197/G do Ministério de Aviação e Obrs Publicas (Publicado no Diario Oficial de 10 de março),esta companhia francesa obteve a titulo precário e de experiencia, autorização para executar um serviço aéreo em território nacional, sobre certas condições. Pelo decreto nº 18009 de 6 de dezembro de 1927, obteve a Compagnie Génèrale D’Enterprises Aeronautiques, a autorização para funcionar no Brasil. O decreto nº 18113 de 14 de fevereiro de 1928 renovou esta autorização, agora para a empresa com o nome de Compagnie Générale Aéropostale, e a portaria sem numero, do Ministério da Aviação e Obras Públicas, de 7 de março de 1930 e 7 de março de 1931. Finalmente obteve a agora ja denominada AIR-FRANCE autorização para funcionar no Brasil pelo decreto nº 24030, de 22 de março de 1934. A cobrança de taxa adicional aérea foi efetuada desde o inicio das atividades desta companhia francesa por meio de selos aéreos do governo, uma vez que a correspondência em parte, seguiu tambem para o exterior. Em 1940 foram suspensos seus vôos devido a 2ª Guerra Mundial.

EMPRESA DE TRANSPORTES AÉREOS ETA & CIA. LTDA RIO DE JANEIRO

Pelo decreto 18.625 de 1º de março de 1929, foi concedida permissão a esta empresa, para estabelecer tráfego aéreo em território nacional.
O primeiro vôo de experiencia, alias sem mala postal, realizou-se em 9 de janeiro de 1929, do Rio de Janeiro, via Macaé, para Campos. Foram mantidas, durante curto tempo, duas linhas aéreas, a partir de 19 de junho de 1929, do Rio de Janeiro até São Paulo e Rio de Janeiro a Campos. Para a cobrança da taxa adicional aérea foram usados selos semi-oficiais da empresa, de 5 valores impressos em quantidades pequenas ou do governo na falta destes. O serviço postal foi executado até 20 de fevereiro de 1930, quando foi cassada a licença.

NYRBA DO BRASIL S.A.

Pelo decreto nº 18951 de 15 de novembro de 1929, foi concedida a Sociedade Anonima New York Rio e Buenos Aires Line INC, com sede em Wilmington, Estado de Delawere, na América do Norte, autorização para funcionar no Brasil. Pelo decreto nº 19079 de 24 de janeiro de 1930 foi autorizada a NYRBA do Brasil S.A.; fundada em 23 de outubro de 1929, concessão para estabelecer tráfego aéreo em território nacional podendo estender suas linhas até o Uruguai, Argentina e as Guianas.
Foram executados vôos de experiencia em 15 de janeiro de 1930 entre Brasil e Buenos Aires, e outro da Guiana Holandesa a Buenos Aires, com inicio em 6 de fevereiro de 1930, passando em Fortaleza no dia 10, e no Rio de Janeiro no dia 14 de fevereiro. Alinha regular Buenos Aires a Nova York foi inaugurada em 19 de fevereiro de 1930 passando no Rio de Janeiro dia 20. Usou-se nada menos que 8 aviões alem de uma viagem por ferrovia de Santos ao Rio. Em agosto do mesmo ano, a NYRBA DO BRASIL S.A. foi adquirida pela Pan America Airways INC. e em conseqëncia da assembleia geral extraodinaria de 1 de outubro de 1930, foi reconhecida pelo decreto nº 19417 de 21 de novembro de 1930 a denominação PANAIR DO BRASIL S.A. em substituição a Nyrba do Brasil S.A.. Como vôos devem ser considerados aqueles havidos até 20/11. Muitos de seus carimbos foram usados pela Panair do Brasil S.A. raspando-se o nome Nyrba ou simplesmente riscando.

COMPANHIA AÉRONAUTICA BRASILEIRA

Pelo decreto nº 19115, de 14 de fevereiro de 1930, obteve a Cia. Aeronautica Brasileira, com séde em Recife, autorização para estabelecer tráfego aéreo em território nacional, e até Uruguay, Argentina e as Guianas.
O primeiro vôo regular foi executado em 29 de abril de 1930, de Recife a Natal, com volta em 1º de maio, usando-se dois carimbos comemorativos diferentes. Conforme decreto nº 19280, de 11 de junho de 1930 esta companhia passou a denominar-se Companhia Aeropostal Brasileira. Esta empresa teria uma vida curta. Por falta de dados não conseguimos a data de encerramento de suas atividades. Possuia esta companhia, apenas 2 aeronaves de código P.BEAA e P.BEAB do modelo Late 25.É perfeitamente possivel conjecturar-se que esta companhia fizesse parte de Cabotagem, em lugar da Aeropostal.

LUFTSCHIFEBAU ZEPPELIN G.M.B.H. FRIDRICHSHAFEN

O dirigivel Graf Zeppelin executou o seu primeiro vôo no Brasil nos dias 24 e 25 de maio de 1930, de Recife ao Rio de Janeiro e vice versa. Neste vôo triangular Europa-Brasil-USA, foram transportadas também malas exclusivamente nacionais. Pelo decreto 24069, de 31 de março de 1934, foi contratado um serviço entre Alemanha e Brasil, com prazo de 30 anos e a construção do aeroporto para dirigiveis em Santa Cruz, no Distrito Federal.
A portaria nº 14 do Ministério da Aeronáutica, de 12 de fevereiro de 1942, declarou a caducidade da conceção do decreto nº 24069, de 31 de março de 1934.
O Brasil seviu de ponto de apoio aéreo de dois hemisférios. Ocupando lugar nobre na história dos dirigiveis com varias viagens, de 1930 a 1937 com o Graf Zeppelin e Hindenburg.

PAN AMERICAN AIRWAYS INC

O primeiro vôo executado por esta empresa no Brasil, foi realizado a partir do Rio de Janeiro, em 30 de junho de 1930, com destino aos Estados Unidos da América do Norte. O decreto nº 18768, de 28 de maio de 1929, autorizou o funcionamento em território nacional da Pan American Airways INC, com sede em Nova York, e pela portaria s/n do Ministério da Aviação e Obras Publicas, de 11 de agosto de 1930, foi prorrogada aquela autorização por um ano e permitindo o tráfego aéreo em território nacional entre Montenegro no norte até o Rio Grande do Sul.
Novas prorrogações foram concedidas pelos decretos nº 20449 de 7 de outubro de 1931, e nº 23843 de 15 de outubro de 1947 e posteriores.
Foi autorizado o tráfego aéreo internacional sobre território brasileiro pela portaria nº 179 do Ministério de Viação e Obras Publicas, de 21 de fevereiro de 1934, renovado pela portaria nº 464 do mesmo Ministério, de 13 de setembro de 1937, inclusive a rota Miami/Assunçaõ, via São Paulo, Curitiba e Foz do Iguaçu.

CORREIO AÉREO MILITAR NAVAL NACIONAL

Em 12 de junho de 1931 foi executado o primeiro vôo postal pelo “Correio Aéreo Militar” entre Rio de Janeiro e São Paulo, com transporte de poucas cartas. A inauguração da linha regular Rio de Janeiro a São Paulo tem lugar em 3 de Julho do mesmo ano. Em 1934 entrou em funcionamento o serviço do “Correio Aéreo Naval” sucessor do Serviço Postal Aéreo Marinha do Brasil, existente desde a criação da Aviação Naval (1919) do Ministério da Marinha. Com a criação do Ministério da Aéronautica, estes dois serviços foram unificados em 20 de janeiro de 1941, sob a denominação “Correio Aéreo Nacional”.
Este serviço, executado pelas Forças Aéreas do Exercito e da Marinha, alcançou praticamente todo o território nacional, com algumas linhas estendidas para o exterior, a primeira delas em janeiro de 1936 até Concepcion e Asuncion no Paraguai. Por este grandioso serviço, imensas zonas do Brasil afastadas dos grandes centros e sem comunicações, foram ligadas diretamente à civilização. Nem todos os carimbos do CAM foram alterados para CAN, permanecendo em alguns casos mais de uma década. Por esta razão encontra-se carimbos CAM com data posterior a 1941.
O Serviço da Força Expedicionária Brasileira, criado pelo decreto lei nº 6438 de 26 de abril de 1944, ficou a cargo do Ministério da Guerra. Os Praças das Forças Armadas, pelo decreto nº 6437 do mesmo ano e com anuência dos correios, tiveram concedida plena franquia para suas correspondências. Após o fim da guerra, o COMTA assume os serviços do CAN e juntamente com a ONU, esteve presente em varias missões de paz no exterior, Suez, Congo e outras.

AEROLLOYD IGUASSU S.A.

Pelo decreto nº 22878 de 30 de junho de 1933, foi concedida a permissão a esta empresa, com sede em Curitiba para estabelecer tráfego aéreo em território nacional. Antes porém, já haviam sido executados vôos postais, o primeiro de experiencia, com carimbo comemorativo, em 7 de maio de 1932, de Blumenau a São Paulo-Curitiba Joinvillle e finalmente, em 15 de janeiro de 1935 – São Paulo-Curitiba-Itajaí e Florianópolis, sempre com carimbos comemorativos. Com autorização decreto nº 4812 de 23 de outubro de 1939, a Aerolloyd Iguassu S.A. transferiu o seu acervo e o seu contrato para execução das duas linhas aéreas para a Viação Aérea São Paulo, VASP.

S.A. VASP – VIAÇÃO AÉREA SÃO PAULO

Pelo decreto nº 24070, de 31 de março de 1934, foi concedida permissão à VASP, com sede em São Paulo, para executar tráfego aéreo em território nacional, inaugurando a linha São Paulo-Ribeirão Preto-Uberaba em 16 de abril de 1934; a linha São Paulo-São Carlos-Rio Preto, em 17 de abril de 1934; a linha São Paulo-Franca em 13 de setembro de 1935; a linha São Paulo-Rio de Janeiro em 5 de agosto de 1936 e outras linhas posteriormente, sempre aplicando nos primeiros vôos carimbos comemorativos.
Após a incorporação do Aerolloyd Iguassu S.A. foi executado o primeiro vôo da VASP São Paulo-Florianópolis em 30 de novembro de 1939, e Rio Grande do Sul em 1940.

DEUTSCHE LUFTHANSA A. G.

Tal como a Aeropostale em 1930 surgem os vôos combinados com a utilização dos navios Cap. Arcona e Cap. Polonio na etapa de travessia Atlântico Sul. Nessa fase o correio alemão vendia selos Condor para cobrir as etapas no Brasil.
A permissão para funcionar no Brasil foi concedida a esta empresa alemã pelo decreto nº 142, de 30 de abril de 1935. Pela portaria nº 170, do Ministério da Aviação e Obras Publicas, de 9 de março de 1936, foram autorizados pousos em Fernando de Noronha e Natal e pelo decreto nº 425 de 12 de maio de 1936, foi estendida a linha de Natal até o extremo sul do país. A autorização foi renovada pelo decreto nº 1135, de 6 de março de 1939, e revogada pelo decreto lei nº 4308 de 18 de maio de 1942, sendo incorporado ao Patrimonio Nacional o acervo desta companhia Alemã pelo decreto 4614, de 25 de agosto de 1942. A partir de fevereiro de 1934, a mala transportada pela Lufthansa da Europa, foi transportada de Natal até Buenos Aires e vice versa pelo Syndicato Condor Ltda. Mais tarde, a Lufthansa voava até o Rio de Janeiro, e, a partir de 1º de janeiro de 1939 até Buenos Aires. Na rota Rio de Janeiro Buenos Aires foram transportados tambem passageiros internacionais.
Desde fevereiro de 1934, após anos de desenvolvimento em 1939 foi interrompido o que vinha sendo realizado com regularidade de 1 vôo por semana e com colaboração de navios Catapultas.

ALA LITTORIA S.A. E L.A.T.I.

Em 21 de dezembro de 1939 inaugurou-se a linha aérea Roma-Rio de Janeiro, poucos meses após a suspenção da linha da Deutches Lufthansa, em consequência da guerra, irrompida na Europa em setembro de 1939.
Pelo decreto nº 3481, de 23 de dezembro de 1938, a Ala Littoria S.A. com sede em Roma, obteve autorização para funcionar no Brasil. Pelo decreto lei nº 1401, de 3 de julho de 1939 a mesma sociedade foi autorizada a estabelecer tráfego aéreo para a execução da linha internacional Italia-America do Sul, até o extremo sul do país com um vôo semanal de ida e volta. Em 15 de agosto de 1940 foi concedida à Sociedade Anonima Linee Aéreo Transcontinental Italiane (L.A.T.I.) com sede em Roam, autorização para funcionar no Brasil. Finalmente pelo decreto lei nº 7642, de 14 de junho de 1945, a autorização outorgada em 1939 a Ala Littoria S.A. foi revogada.
Durante quase 2 anos, até a entrada do Brasil na II Guerra, a L.A.T.I., praticamente tinha monopólio do Serviço Postal Aéreo entre o Brasil e Europa, sendo prolongada em 25 de julho de 1941, a linha do Rio de Janeiro até Buenos Aires.
Aproximadamente 100 vôos intercontinentais de ida e volta foram realizados, entretanto com carimbos comemorativos somente nos primeiros vôos. A empresa teve sua concessão cassada em fevereiro de 1941, sendo suspensa por telegrama circular de 12 de dezembro.

NAVEGAÇÃO BRASILEIRA S.A. N.A.B

Organizada em 1939 no Rio de Janeiro somente pelo decreto nº 7126, de 5 de maio de 1941, a companhia em epígrafe obteve autorização para estabelecer tráfego aéreo comercial no território nacional. A N.A.B. abandonou a rota do Rio de Janeiro ao Norte, via linha litoral, fazendo desde o inicio das atividades a ligação das capitais nordestinas através do sertão do S. Francisco. O vôo inaugural começou em 6 de setembro de 1941, Rio de Janeiro a Fortaleza, passando por Petrolina. Em 26 de abril de 1942 realizou-se o primeiro vôo do rio de Janeiro a João Pessoa, e em 28 de abril do mesmo ano o primeiro vôo do Rio de Janeiro a Recife. Em todos os vôos inaugurais foram aplicados carimbos comemorativos nas correspondências.

____________________________________________

Com estas 16 companhias de transporte aéreo no Brasil, estão citadas todas as empresas que, até a entrada do Brasil na ultima Guerra Mundial, executaram um serviço aéreo comercial no país. Com base na legislação brasileira devemos ainda mencionar mais duas companhias, a AEROBRASIL LIMITADA, com séde no Rio de Janeiro, a qual obteve permissão para estabelecer tráfego aéreo em território nacional pelo decreto 10152, de 16 de outubro de 1936 e a TRANSPORTE AÉREO BRASILEIRO LTDA., com séde no Rio de Janeiro, com a mesma permissão, conforme decreto nº 1921, de 27 de agosto de 1937. Sobre estas duas companhias não encontramos mais detalhes e não podemos afirmar se chegaram a executar algum serviço aéreo.
Dentre muitas outras que funcionaram a partir do fim da II Guerra Mundial, poucas tiveram representação para a AEROFILATELIA e por este motivo deixamos de relatar quanto a sua criação e história.

Este artigo foi desenvolvido e pequizado pelo Sr. João Roberto Baylongue com a colaboração à época dos Srs. Mario Xavier Jr., Sergio Marques da Silva, Augusto Carlos Cardoso, Ulisses da Silva Axt e Edina Tieme Fukanisu.
Digitação e ilustrações incluidas na atualidade por Miguel Rodrigues de Magalhães.